sábado, 15 de maio de 2010

De médico e louco, todo mundo tem um pouco!

Sei que o ditado popular não é dito como no título deste tópico, mas depois de tudo o que eu ouvi nos últimos dias, não me resta outra opinião.
Após receber a notícia de que sofreria uma cirurgia de extração das amígdalas, começaram os comentários....
Ouvi que deslocariam meu maxilar, fazendo com que meu queixo viesse parar no busto... Ouvi dizer também, que sofreria muito com a recuperação a ponto de chorar amargamente, de não conseguir falar... A cirurgia é nas amigdalas ou nas cordas vocais?!
De tantos absurdos que ouvi, o mais assustador foi imaginar meu maxilar deslocado olhando para o meu umbigo! Haha
Juro que quando conversei com o médico no dia seguinte, minha vontade era de dizer: “O ser de branco, fique longe do meu queixo ou eu te arrebento!”.
O que as pessoas têm contra ficarem quietas ao invés de bancar verdadeiros terroristas em cima do medo dos outros?
Como meu lado dramático e curioso prepondera minha razão, resolvi pesquisar no google os vídeos e imagens da tal cirurgia. Detalhe, na véspera! É gostar de sofrer por antecipação, não?!!
Para meu desespero, extração das amigdalas é tão feio quanto extrair um dente! Porém, muito mais doloroso.
Confesso ter ficado apavorada com a imagem, afinal, tem ferro abrindo a boca por tudo quanto é lado... O lado consolador é que não cortam seus lábios, não deslocam o maxilar, não quebram seus dentes, tão pouco desfigura sua face. Oh maravilha!
O mais triste será dizer adeus as minhas amigdalas que nunca mais verão as plaquinhas brancas que indicam uma bezetacil dolorida ou uma caixa de antibióticos depois. E que sejam bem vindas às noites bem dormidas! =D
O mais consolador, eu ouvi de uma menininha de 08 anos que me disse: Tia, é muito bom tirar as amigdalas, porque eles te dão um pote enorme de sorvete depois! Céus... Ouvi um anjo dizer que tem um pote de ouro no fim do arco-íris?
Ah sim, me esclareceram depois de muito me assustar, que o pós-operatório é gratificante, coma tudo gelado: pudim, sorvete, gelatina, iogurte... Resumindo, é permitido forrar a geladeira de doçuras geladas... haha!
Forrei minha geladeira com essas delícias geladas, mas com tantos doces, espero não precisar de uma gastroplastia (redução do estômago) depois! Porque com todas essas besteiras enquanto fico de repouso por uma semana, provavelmente eu não passe na porta.
A verdade é que a experiência é bastante dolorosa e com uma recuperação árdua, mas como tudo na vida, passa... passa. 

terça-feira, 4 de maio de 2010

Caminhos...

Já quis ser médica, mas pensei que cuidar da vida dos outros é muita responsabilidade... E se não for pra sair tudo perfeito, então não deveria ser.
Quem sabe eu me especializasse em cardiologia? Mas coração é trem complicado, confuso... Não consigo cuidar e entender nem do meu, que dirá coração alheio?!
Já pensei em ser astro de cinema, mas Hollywood poderia falir por meu drama intenso, suicida... Piegas demais.
Sonhei em ser astronauta e morar perto das estrelas... Só assim poderia literalmente chegar ao topo! Mas se eu estivesse no céu, choveria todas as noites... Logo, o planeta se afogaria!
Quis ser mestre das letras... Lecionar numa grande escola e ter muitos alunos... Mas não consigo entender porque no meio de tantas palavras, teria que escolher as palavras certas... Talvez, as palavras tenham temperamento muito forte, principalmente os verbos! Esses são cascudos... E se eu não usar as palavras corretas, isso possa ferir. Então, se não sei me fazer entender, não me seria possível então, ensinar.
Se meu mundo girasse, seria eu então uma escritora... Assim não teria limites com as palavras e viveria no mundo das letras, mas meus exemplares não venderiam, criariam poeira dentro das bibliotecas e sebos... Tenho alergia ao pó, morreria espirrando e com falta de ar.
Então poderia ser músico, tocaria as mais belas sinfonias e reproduziria as mais lindas melodias... Dos boleros, das valsas, daquelas óperas bem dramáticas, que para fazer soar a nota finda, só tocando com o coração... Não atrairia muito o público, menos ainda, venderia discos.
Decido então, colocar minha mochila nas costas e calçar meu all star já batido... Sair caminhando em trilhas com uma câmera fotográfica na mão. Fotografaria eu, o pôr do sol, que não precisa de palavras, mas a leitura de sua beleza pode ser vista e admirada a olho nu.
Retrataria em minhas obras: o grito, o riso, o choro... O abraço... Sim, pois as mais belas obras de arte estão nas expressões.
Expressionismo, esse que é visto dia a dia... Na face dos seres que nos cercam, na mudança de cada ambiente, de cada lugar...
Expressionismo, da mãe que espera a chegada de seu filho... No sorriso da namorada que encontra seu amor... No olhar da atendente já cansada... Nos olhos do homem galanteador... Simplesmente, expressão humana.
Não importa onde se construa os sonhos, afinal, o título que te deram de advogado, pai, filho, esposa, empregada, não diz o que você é, diz o que você faz.
Que possamos construir enfim, nossos sonhos em cima do que acreditamos e não de títulos, muito menos em cima de pessoas. Pois o tempo passa e descobrimos que os sonhos eram grandes, os títulos são apenas rótulos que te deram, e as pessoas, pequenas demais.