sábado, 20 de fevereiro de 2010

PARA SEMPRE CINDERELA


E a princesa, moça verdadeira de coração, estava na torre mais alta, do castelo mais alto, a espera de seu príncipe encantado para salva-la.
E eis que surge o bravo guerreiro em seu cavalo branco, derrota o dragão e salva a princesa. Eles se casam e vivem felizes para sempre. “The end”.
É meninas, crescemos ouvindo essas coisas bonitinhas antes de dormir... Que mães as nossas! Será que elas não sofreram decepções amorosas na vida? Por que não ensinam japonês ao invés de alimentar tanta ilusão de perfeição? Ao menos outro idioma enriqueceria. Logo, seria mais proveitoso.
Bom, vamos lá. Está certo, é lindinho quando ouvimos, mas crescemos. Então, hora de acordar. E, claro, não vamos dramatizar tanto.
Acontece que até os dias de hoje, os filmes de romance devem estar brincando com nosso coração. Só pode! Afinal, nos filmes românticos, a menininha dócil, meiga, verdadeira e aparentemente frágil, sempre conquista o cara certinho ou até mesmo, o maior mulherengo do filme se transforma por amor à ela.
Porém, a vida cotidiana nos mostra diferente. O que vemos todos os dias trata-se de uma verdade muito mais cruel.
Dia a dia, vemos as mulheres que são vistas como as “poderosas”, conquistadoras, as que armam, omitem... Aquelas que têm malícia, espírito jogador, levarem todos os prêmios para casa, quando o assunto é se dar bem na arte da conquista.
Na vida nua e crua, o que vemos é as mocinhas boazinhas chorarem, se despedaçarem recorrendo a academias, psicólogos, terapias, esgotando seus cartões de crédito nessas lojas de roupas da alta moda e sapatos do tipo “scarpim”, aqueles de salto agulha bem altos (ultra desconfortáveis). Ou seja, parece que toda tentativa de parecer sexy, sedutora, mais bonita aos olhos do cara que você gosta é válida.
Infelizmente, todas as táticas parecem frustradas. Quando o cara observa que a princesa está na dele, tarde demais. Todo o projeto “tentativa” já se perdeu. Ele já conseguiu o “Oscar” de “conquistador” com você. Então, parte para a próxima conquista e o príncipe vira um tremendo sapo.
No mundo original, “Branca de Neve” fica lá no casebre mesmo, morando com os 7 anões. E olha, essa princesa está em vantagem, pois se hoje em dia uma mulher conseguir 7 homens solteiros, mesmo que anões, está no lucro!
A regra que tende a perpetuar é a madrasta má ficar com o príncipe da garota e como se não bastasse, com a fama de “a mais bela de todas”. (como o espelho mágico respondia a madrasta toda vez que questionava).
Bom, quem conhece os contos de fadas e a vida real, sabe do que estou dizendo.
A questão (pode parecer surreal) é, se você armar, vais conseguir o que planeja, mas se você for o que verdadeiramente é, vais trazer o que merece para perto de você.
Jogos podem dar certo para atrair, mas não para fixar. Com a convivência, não há jogo que sustente. Afinal, ninguém pode jogar e simular 24 horas ao dia. Certo?
Outro ponto importante é sabermos se o que queremos atrair para nós é o que realmente merecemos.
Solteiras costumam ouvir de mulheres casadas, que se tem mais é que aproveitar, que casamento é um tédio, que não se tem liberdade, tem que viver sempre no limite, suportando o ronco, os amigos escalados e o futebol nos domingos. Quando nas quartas-feiras também.
Se casamento é tão ruim, por que há tanta gente casando? Ainda mais, quem já se separou, por que então, casar novamente?
Mulheres que reclamam dos maridos que perdoem, mas estão com quem merecem estar. Afinal, a vida é feita de escolhas e temos o pleno direito de querer e poder escolher a pessoa certa para estar ao lado.
Quando lutamos, é porque temos convicção do que queremos ter.
Quando o cara por quem você espera há muito tempo, resolver marcar algo com você, melhor pensar no mínimo uma semana para saber se realmente vale a pena. Se depois de toda essa espera, não acontecer, não valeria nada. Esteja certa disso.
Nossos valores não podem ser mudados em razão de um idiota que mal sabe sua história, do que você acredita ou deixa de acreditar. Se há uma verdade que te sustenta, até que não seja provado que você está errada, não mude. Não mude!
Quem conheceu você e se interessou a ponto de se aproximar, é porque viu algo. E para manter o interesse do primeiro olhar, permaneça com a mesma essência.
Quando somos verdadeiras com nós mesmas, acabamos sendo com quem nos cerca. E claro, atraindo pessoas com o mesmo caráter. Não seja diferente disso, afinal, ninguém gosta de ser logrado.
Quando amamos de verdade, deixamos que, quem nos rodeia se sinta bem ao nosso lado. Se permanecerem perto de você, é por se sentirem bem por estar com quem és e não por quem parece ser.
A vida nos transforma desde o momento em que somos concebidos no ventre de nossa mãe e ao nascermos, o mundo trata de continuar essa transformação diariamente. Se com a carga de aprendizados e experiências que trazemos de nossa história, fomos lapidados o suficiente para sermos claros como cristais, não é quem não sabe reconhecer isso, que fará com que negues tua vida e o que você acredita.
É necessário que nossos valores sejam respeitados, porque apenas quem se valoriza, adquire respeito suficiente.
Antes de qualquer coisa, jamais esqueça quem você é, e o que passou para ser. Respeite-se, por poder chegar aonde chegou e a vida trará quem você merece.
Queira sentir, queira tocar, queira amar, queira intensamente apenas, SER.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A VERDADE NUA E CRUA

Uma comédia romântica que trava uma batalha ferrenha entre os sexos, tratando afundo sobre relacionamentos, o filme a verdade nua e crua arranca boas risadas de qualquer pessoa que assista.
Uma comédia hilária, que conta a história de Mike Chadway, um apresentador de televisão, cujo programa dá nome ao filme em questão. Personagem mulherengo e muito sexy por sinal, que explica como funciona o “universo” masculino.
Mike Chadway faz uma aposta com a produtora de seu programa, Abby, a fim de ensiná-la a conquistar um médico do tipo “perfeito” com toda sua sabedoria machista, em troca de garantir que ambos continuem na emissora.
Quem diria que um homem daria dicas de como conquistar outro homem?! Pois é, Mike chega esbanjando auto confiança e vai logo afirmando: Confie em mim, todos os caras são safados. Se quiser que funcione, você terá que fazer exatamente o que digo:

1ª regra: NUNCA SE MOSTRE MUITO INTERESSADA.

2ª regra: No convite para o primeiro encontro, deixe-o esperando pela resposta por um tempinho e quando responder, diga que infelizmente já tem compromisso. Faça-o achar que você tem outro encontro marcado.

3ª regra: Ria quando ele tentar ser engraçado, mesmo que não tenha graça.

4ª regra: Nunca fale dos teus problemas, eles nunca estarão interessados em saber.

Deixe que eles sofram. Embora todos nós saibamos que eles odeiam esperar, no início é muito importante. Se ligarem para você, faça com que espere por mais de 30 segundos. Afinal, ninguém espera no telefone por mais de 30 segundos por algo que não quer, mas só faça isso se quiser conquistar o gato.
Se ele errar com você, do tipo... Marcar um encontro e desmarcar porque o time de futebol dele vai jogar naquela noite e ele não pode perder o jogo, perca o telefone dele! Se por acaso, ele resolver voltar atrás e ligar para você remarcando outro encontro, deixe-o esperando no telefone por tua resposta por bem mais que 30 segundos, saia e vá lavar pratos, faça qualquer coisa que a distraia para que não volte atrás e fale com o canalha. Se quando voltares, perceber que ele já está a sua espera por 15 minutos, delete o número do idiota. Um cara que espera no telefone por 15 minutos não tem amor próprio.

Passaram 10 minutos do primeiro encontro, ele só fala dele.... Sobre os negócios, dinheiro, nova sociedade, novos contratos e até agora não fez uma pergunta sobre você. O que você faz? Não faça nada, ele está tentando lhe impressionar, o que significa que você merece ser impressionada.
No primeiro encontro, ele diz que trabalha 80 horas por semana e liga para você na semana seguinte, dizendo que ganhou da empresa para o qual trabalha duas entradas para ir a uma ópera no teatro da cidade. Você deve aceitar? Ele trabalha todas essas horas por semana para convida-la a ir num evento que ele ganhou como “cortesia”? E ainda para piorar, à uma ópera? Por favor, procure um homem de verdade!!
O garoto metido a atleta convida você para uma caminhada de 19 KM, para subida numa cadeia de montanhas. Aceita? Primeiro, passe a sensação de mistério, banque a desinteressada, embora esteja comemorando por dentro. Diga que irá ver o dia que estará disponível e quando for responder, sugira que caminhem pelas redondezas do bairro mesmo. Detalhe: essa caminhada terá de ser curta, não poderá ultrapassar mais de uma hora.
Na tal caminhada pelo bairro, o garoto natureza diz a você que precisa urinar, vai até a árvore mais próxima e urina. O que você faz? Pense bem: se ele não tem medo de urinar no meio da rua, ele deve ter um pinto enorme. Continue caminhando e veja até onde isso vai dar.
O garoto natureza leva você para tomar um café MICROBIÓTICO e antes de olhar o cardápio, pede um café sem cafeína (que contraditório) com leite de soja. O que você faz? Deixe-o pedir, oras. Que diferença faz leite desse tipo ou de outro. Ele está sendo homem, deixe que ele seja.
Se por acaso quando ele te levar a esse café favorito, a garçonete se aproximar intimamente do garoto natureza e ele te explicar que tem um “relacionamento aberto”, por favor, PERCA O TELEFONE DELE. Recuse educadamente qualquer convite que possa vir posteriormente, há carne de soja demais nesse “buffet”.
Se por ventura o garoto da caminhada aparecer na sua casa com a desculpa que estava andando pelo bairro, fique alerta: ELE ESTÁ DESESPERADO. Você não quer problemas, quer? Parta para o próximo.
O interesse agora é por aquele colega de trabalho que vive cercado de livros, de dicionários e cd’s... Vamos lá, o cara pode ser um “nerd”, mas ainda sim é um homem. Deixe-o fazer o convite, nada de ansiedade.
Passaram-se 3 dias e o cara perfeito ainda não respondeu. O que você faz? Você é uma mulher de sorte, ele parecia ser muito bobo mesmo. Se você não faz parte do radar dele hoje, esquece!
Você resolveu dar chance ao atleta bonitão da academia, o tipo musculoso, barriga de tanquinho. Ele liga para você convidando-a para um barzinho freqüentado por atletas que treinam com ele. Na hora do pedido, ele larga o cartão de platina para o garçom, deixando a bebida liberada. Velho truque do “mete a mão na carteira dele”, mantenha-se a 1 KM de distância.
Faça assim: ele se embriaga e você continua sóbria. Os caras gostam de garotas controladas na bebida.
Se depois desse encontro ele resolver ligar, deixe que a secretária eletrônica se encarregue de atendê-lo e gravar qualquer recado que possa deixar.
Lição final e a mais importante de todas:
OS HOMENS SÃO MUITO SIMPLES. ELES QUEREM AQUILO QUE NÃO PODEM TER, FAÇA-O LUTAR PELO QUE DESEJA.
Dadas as lições, seja uma boa aluna!

Síndrome de Peter Pan



Há quem diga que o livro Peter Pan, escrito por J. M. Barrie, foi inspirado na perda de seu irmão David, que faleceu num acidente ocorrido quando patinava no gelo. Segundo alguns artigos, a mãe de Barrie nunca se recuperou pela perda do filho mais velho, que falecera contando com apenas 13 anos de idade.
David, devido ter morrido ainda tão jovem, seria um eterno menino.
Na obra, Peter de fato, não queria crescer, pois continuaria vivendo suas aventuras num mundo totalmente mágico: A terra do nunca.
Com base nas históricas de Peter Pan, a psicologia estuda uma provável Síndrome (Conjunto de sintomas que possuem origens distintas e caracterizam um adoecimento específico).
A síndrome de Peter Pan, também conhecida como “Síndrome do homem que nunca cresce”, se caracteriza pela rejeição ao envelhecimento, entre outros. Porém, se você apresenta este sintoma, fique tranquilo. A síndrome de Peter Pan não tem comprovações científicas de que se trata de uma doença psicológica real. Ou seja, não é reconhecida como transtorno mental. (eu sei que houve suspiros de alívio agora...).

Na minha concepção, é totalmente compreensivo que chegando certa fase do desenvolvimento humano, queira se parar de crescer e dizer pra si mesmo: chega, pode parar porque aí já está bom.
A magia e as aventuras dão lugar às responsabilidades, que só aumentam. E com isso, as cobranças surgem de toda parte. De repente, você não pode mais chorar e gritar por sua mãe. Não se pode mais, pedir ao médico que lhe prescreva antibiótico ao invés de bezetacil, porque aquela injeção desgraçada dói demais.
Do nada, acabam as mesadas e você é o responsável por suas contas (quer saber, nunca tive mesada).
Agora, é hora de administrar tuas contas e ficar atento se vencem de acordo com o dia em que você recebe, se a compra que fizeste cabe ou não, dentro do teu orçamento. Que difícil! Não sei, mas tenho a impressão de que os cálculos se equivocam continuamente...
Como num piscar de olhos o ensino médio chega ao final, você se forma e todo mundo te pergunta: o que vais cursar?
Ah, como é bom quando se aprende a sonhar desde cedo, “o que você vai ser quando crescer?”.
Quando somos crianças tudo é mais fácil. Hoje se quer ser médico, amanhã ser professor... Mas quando a idade chega o sonho não fala por si só. Agora, ele vem acompanhado de campo de trabalho, salário que a profissão atribui e a maldita concorrência.
Então, escolhe-se pelo que consideramos ser mais lucrativo. Afinal, poucos são os que podem se dar ao luxo de estudar o curso esse ou aquele, só porque está na moda.
O curso chega ao fim, não se pode mais usar a desculpa de que és estudante ou estagiário quando erra feio em algo que foi atribuído a você. E nem pensar em declinar competência, agora és um profissional formado.
Quando se está estudando, há estágios por toda parte, se “pula de galho em galho”, se “vira” como se pode.
Fim de meta, cobranças maiores. Vais trabalhar com quem? Onde? Com o que?
Tantos anos estudando, tanto dinheiro aplicado, tantos dias sem dormir, tanta sola de sapato... Faça chuva, faça sol... E você ali, firme e forte. A espera do “fim”. O final chega, conclui-se: é apenas o começo.
É evidente que todos nós temos medo de fracassar. Seja em relacionamento, seja profissionalmente... Em qualquer área da vida, o medo de todo ser humano, sujeito a falhas, é o mesmo: MEDO DO FRACASSO.
Tive o imenso prazer de conhecer um Juiz de direito que prestou concurso seis vezes e reprovou, apenas na sétima tentativa, tornou seu sonho em realidade. Apenas na sétima tentativa...
A vida está convidando para que vivamos, mas para isso, não se pode de forma alguma, deixar de correr riscos por medo de não lograr êxito. Afinal, pior do que arriscar-se e falhar, é ser masoquista a ponto de ficar a vida inteira se torturando, pensando o que teria sido, se tivesse tentado.
Se as oportunidades surgem, temos mais é que aproveitar. É melhor do que se manter inerte e com isso deixar a vida passar em branco.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

ESTAGIÁRIO DE DIREITO sofre... Ah, sofre!


Veja só, há regras que precisam ser respeitadas, regras bem simples por sinal. É preciso que saibamos viver em sociedade, se não estás disposto, procure uma caverna imediatamente!
No mundo das secretárias e estagiários em geral (do direito então, nossa!), também existe horários e limites.
Tem clientes que amam chegar ao meio dia quando se está na porta saindo para almoçar e para piorar, aqueles que chegam 15 minutos faltando para as 18 horas, quando estamos desesperados para ir embora.
Pense bem, nosso dia tem 24 horas, diminuindo às 08 do estágio, sobram 16, menos 05 que passamos na faculdade, são 11. Diminua o horário que ficamos no ônibus pra cima e pra baixo, as horas que ficamos nas filas de bancos, lotéricas e xérox, sim porque estagiário também é office boy! Quanto tempo sobra? Afee!
Não é porque ainda não somos formados, que se pode chegar a qualquer momento querendo que funcionemos como relógio! Afinal, até mesmo o relógio necessita recarregar suas pilhas.
Estagiários de direito não são advogados, então, não fique fazendo perguntas incessantes. Isso entonta qualquer ser humano!
Quando quiseres saber sobre aposentaria, pensão, em geral, sobre o mundo previdenciário, já vou avisando: direito previdenciário é igual à mulher, ninguém entende! Então, não força a “cuca” broto.
Se não sabem, estagiários tem horários de lazer, de refeição e até mesmo momento família. Então, nada de esperar aquele almoço de domingo para resolver o problema da colega da tia Cotinha ou da sogra da Mariquinha. Se elas quiserem, que consultem um profissional.
Quando fores a um escritório de advocacia, não fique caminhando em frente à mesa do estagiário ou da secretária, isso não fará com que o advogado te chame mais rápido. Horário é horário, espere pelo seu.
Importante: se foi dado entrada na sua ação hoje, não adianta ligar três vezes ao dia, nem perturbar perguntando o motivo da demora. Depende do fórum, do juiz, do raio que o parta e não de nós.
Se fizestes 05 filhos com cara pobre que não tem dinheiro nem para pagar pensão, nós estagiários não temos culpa, não temos... E não somos detetives. Então, é muito bom que seja informado o endereço para achar o crápula, senão, fica complicado.
Senhor cliente, não adianta chorar e dizer que tentou se matar 03 vezes porque sua ação não ta andando rápido o suficiente e estás te incomodando por culpa disso. Se tentou se matar todas essas vezes e não conseguistes, a incompetência é toda sua e não do estagiário.
Vida de estagiário é vida difícil, sempre tem um tio que espera você chegar de viagem e dizer: essa é a futura advogada da família. O povo que gosta de garantir atendimento gratuito. Igual família, não tem.
Como se não bastasse, sempre tem um engraçadinho que pergunta “você faz direito?” Com aquele duplo sentido, que piada idiota!
Estagiário só tem férias escolares, mas o estágio persiste eternamente. Não temos folga, a não ser o tal recesso forense, que para ser bem sincero, não passa de feriado de natal e ano novo.
É claro que chegaria o momento de falar do circuito interno do estágio, mas como nunca se sabe quem irá ler o blog, melhor deixar pra lá. Afinal, vaga de estágio não se encontra muito por aí, já estagiários a procura, tem aos montes!
Sem mais delongas, resta comprovado diante de todos os fatos acima, que vida de estagiário, por si só, já é bem complicada. Faça o favor, não amole!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

VESPERTINOS DO SONO





Sempre estudei no período da tarde. Até que um dia minha mãe teve a idéia de me transferir para o matutino, achando que eu deveria me acostumar a acordar cedo.
Na primeira semana, cheguei atrasada todos os dias. Era como se não ouvisse o despertador tocar (na verdade, eu não queria ouvir aquele som irritante), o sono da manhã parece sempre mais gostoso... Ainda mais no inverno.
Reclamei bastante, achando que minha mãe ouviria e permitiria que eu voltasse a estudar à tarde, mas só a ouvia dizer que logo me acostumaria a acordar cedo e não ia querer saber de outra coisa (doce ilusão, mamãe).
Anos se passaram e nada do tal “costume” chegar. Achei que tinha algo errado comigo, afinal, acordar cedo sempre foi um grande sacrifício.
Até os dias de hoje, quando chega o fim de semana, a alegria é gritante, mas ao entardecer do dia de domingo, vem àquela depressão: “Amanhã é dia de acordar cedo de novo”.
Quando estava crente que tinha algo errado comigo, vieram as palavras mais doces de um médico que respondia uma entrevista na TV: “existem pessoas que preferem a noite ao dia e elas são o que chamamos de VESPERTINOS DO SONO”.
Caramba! Há uma salvação pra mim! Há uma explicação científica que me chama de algo além de preguiçosa, SOU VESPERTINA DO SONO!
Mas “péra” aí, isso é uma doença? Predisposição genética? Ai... ai... ai... Até que o meu herói do dia continuou...
Explicava o médico, que poucos são selecionados a subverter a ordem biológica que regula o ser humano. Segundo ele, cerca de 10% da população é formada por seres vespertinos.
Para me deixar ainda mais feliz, ele afirmou que os GAÚCHOS, como vivem dias mais curtos, dormem e acordam mais tarde. Oh, céus! Mais um item que vinha para somar em meu favor. A conclusão é clara e há dois pontos que explicam o fato de que sou um ser Notívago = pessoa que gosta da noite, prefere ela ao dia. Ou seja, não tenho culpa se minha ordem biológica se inverte dos outros 90% da população e ser gaúcha natural de Porto Alegre, tchê!
E quer saber, somos nós, os vespertinos do sono que movimentamos boa parte da economia do País. Afinal, no mundo contemporâneo cresce absurdamente os serviços mais conhecidos como “24 horas”. O que necessita com que enquanto 90% da população dormem os outros 10% (os vespertinos do sono), atendam a necessidade dos que não dormem. Isso não é fantástico?
Bom, infelizmente não é assim. Nem todos que ficam acordados a noite se tratam de vespertinos do sono. Muitos ficam acordados por não ter opção mesmo, da mesma forma que eu acordo cedo por não ter alternativa que se enquadre a minha subversão do sono.
O mundo não muda por causa da minoria, e nós, vespertinos do sono, temos que nos adaptar e nos submeter ao “tic-tac” do relógio.
Há aproximadamente 05 anos trabalho num escritório que me faz despertar bem cedinho todos os dias. Confesso que ainda não me acostumei com isso e talvez, nunca me acostume. Com isso, só me resta desejar boa sorte aos demais subvertidos como eu!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

BATER PARA EDUCAR?



Lá em casa não se pode reclamar dos estudos. A matriarca da família, dona Denilde Luiza Machado Paes, de 73 anos não aceita ouvir reclamações. A vó Ziza, como chamamos, sempre conta que em nossos dias é muito melhor estudar. É mais fácil, há mais recursos, tem até cadernos e lápis coloridos!! E o melhor de tudo: não se apanha dos educadores quando erra a resposta.

Minha avó estudou até a quarta série do ensino fundamental, mas lembra com orgulho de que o algarismo romano X, equivale ao número cardinal 10. Porém, conta sempre também das dificuldades para aprender, da distância que tinham que percorrer para chegar à escola e que se não tivesse comida pra levar, passava fome.
O que mais marca nessa história, é quando ela conta que se a resposta fosse errada, a professora batia com uma régua de madeira nas mãos dos alunos. Se fosse apenas uma “reguada” nas mãos, não era nada. Pior era ficar de castigo e passar vergonha na frente dos demais colegas.

Com o tempo, vieram professoras amáveis, que apesar de terem o poder de impor a forma repressora de ensinar, optaram por ministrar com carinho seu conhecimento e transmitir com sabedoria à turma de minha avó. Mulheres estas, que ela recorda com muita saudade e admiração até hoje: sra. Adete Paladini e sra. Rosa Mazucco, que fizeram com que minha avó e seus colegas de escola, jamais esquecessem a arte da leitura e da escrita.

Em dias atuais, são diversas as modalidades de violência contra crianças e adolescentes. A violência física é a mais noticiada, ocupando índice absurdo.
A fim de garantir os direitos fundamentais, dentre eles o de vida e saúde, a lei de n° 8.069 decretada e sancionada em de 13 de Julho do ano de 1990, dispõe sobre o ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE, que traz em seu art. 13, uma das regras básicas para o combate a violência infantil:

“Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos, contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem prejuízo de outras providências legais.”

Dados fornecidos junto ao conselho tutelar do município de Criciúma, representado pela conselheira sra. Neuza Maria de Medeiros, são preocupantes.
Cerca de 90% das denúncias recebidas no conselho do município são de violência doméstica contra crianças e adolescentes. Na maioria dos casos, o autor de tal brutalidade é o padrasto, a mãe ou o irmão do menor.
Os bairros Renascer, Manaus e Tereza Cristina são os que mais apresentam denuncias.
Segundo a conselheira, o fato de os bairros acima citados apresentarem maior índice de violência contra crianças, não se dá ao fator financeiro, pois há bairros mais pobres na região que não apresentam casos de maus tratos.
Explica ela, que a dependência de drogas e álcool, sempre está envolvida nos casos de agressão. O que tem gerado destruição nas famílias e conseqüências irreparáveis às vítimas que são apenas, crianças indefesas.
As alegações das agressoras mães, de que batem para educar, é totalmente descabida. O que se tem visto não se trata de “leves palmadas” e sim, marcas e hematomas que provam os atos de espancamento e tamanha crueldade sofrida por menores.

Em criciúma, o conselho tutelar dispõe de 05 conselheiros para atender a população. Diariamente é nomeado um plantonista para socorrer as inúmeras denuncias da região. Infelizmente, parece que o número de conselheiros não é o suficiente. Há dias que um plantonista sozinho chega atender mais de 30 denuncias.
Importante destacar: Não se trata de 30 atendimentos de saúde ou reclamações, e sim, cerca de 30 crianças por dia que sofrem maus tratos.
É importante que casos assim, não sejam omitidos. Crianças em situação de risco merecem cuidados, para que seja possível evitar sérios danos a uma vida que só está começando dar os primeiros passos. Para ajudar no combate a violência infantil, denuncie! Disque 100 – secretaria nacional de combate à exploração e maus tratos infantis.

Conselho tutelar de Criciúma: 48. 3445.8923/ 3445.8922

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Alice no País das Maravilhas – A Saga!

Alice no País das Maravilhas é considerada uma obra clássica da literatura inglesa. Um conto, que marcou a infância de muitos de nós!
Apesar da obra apresentar-se como um conto aparentemente infantil, se trata de literatura surrealista, de difícil interpretação para leitores e espectadores.
Pêra aí, literatura inglesa? Entendi tudo! É por isso que o chapeleiro e a Lebre de Março aparecem sempre tomando chá. O que retrata um costume inglês.
No início do livro, Alice segue o coelho branco que olha diversas vezes para o relógio e caminha com pressa como quem está atrasado.
Curiosa, Alice o segue e o chama, mas o coelho branco entra na toca sem ouvi-la.
Ao se aproximar da toca, Alice, menina muito educada, pergunta: Posso entrar senhor coelho? Acontece que ela se aproxima demais e cai na toca do coelho, dando início a aventura.
Trata-se de uma obra literária, mas como em todo livro que lemos, sempre ficam aquelas interrogações no ar sobre o que o escritor quis expressar afinal, o que o inspirou, em que se baseou, pergunta-se: A saga de Alice é apenas uma história infantil, ou o início dessa aventura representaria algo mais ao autor?
Muitos críticos e psicólogos interpretam a obra como uma descrição da adolescência. E, de tal forma, Alice demonstra-se muito confusa e assustada com suas mudanças de tamanho.
Ao crescer repentinamente, Alice chora tanto, a ponto de inundar o corredor onde está. A tristeza da menina demonstra o quão se sente assustada, até mesmo que não sabe dizer ao certo quem é.

Neste sentido, pode se vislumbrar no capítulo V da obra, quando a personagem conhece a sábia Lagarta. Alice se apresenta e desabafa sobre suas repentinas mudanças e o quão confusa está:

“Quem é você?”, perguntou a Lagarta.
(...) Alice retrucou, bastante timidamente: “Eu — eu não sei muito bem, Senhora, no presente momento — pelo menos eu sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que tenho mudado muitas vezes desde então.
“O que você quer dizer com isso?”, perguntou a Lagarta severamente. “Explique-se!” “Eu não posso explicar-me, eu receio, Senhora”, respondeu Alice, “porque eu não sou eu mesma, vê?”
“Eu não vejo”, retomou a Lagarta.
“Eu receio que não possa colocar isso mais claramente”, Alice replicou bem polidamente, “porque eu mesma não consigo entender, para começo de conversa, e ter tantos tamanhos diferentes em um dia é muito confuso.”

As interrogações de dona Lagarta, que parecem mais questões filosóficas, acabam por irritar Alice. Até que a menina desabafa com dona Lagarta e diz: “é tudo muito estranho pra mim” e ouve um breve conselho: “Você se acostumará com o tempo”.
Após ouvir as palavras da lagarta, Alice continua seu caminho pelo país das maravilhas, até se encontrar com uma pomba que reclama de não ter dormido para cuidar seus ovos dos predadores. Porém, devido à mudança de tamanho da menina, a pomba tenta afasta-la temendo tratar-se de uma serpente.
Alice tenta convencer a pomba de que está enganada, até que a mesma pergunta o que ela é então. Novamente, a personagem parece perdida ao dizer quem é:

“Mas eu não sou uma serpente, já falei!”, insistiu Alice. “Eu sou uma... Eu sou uma...” “Bem! O que é você?”, perguntou a Pomba. “Eu posso ver que você está tentando inventar alguma coisa.” “Eu...eu sou uma menininha”, disse Alice, um pouco em dúvida, pois relembrava o número de mudanças pelas quais tinha passado naquele dia.

Na obra Alice contava apenas com 10 anos de idade e passava por transformações que caracterizam essas mudanças sofridas no início da adolescência.
O conto infantil que nos fez viajar na infância cresce junto com seus espectadores. Em 2010, Alice volta às telas do cinema com seus 17 anos, retorna a aventura ao País das Maravilhas, porém não se lembra da sua última visita há 7 anos.
A crítica subentende: Alice volta ao país das maravilhas com 17 anos, quando está entrando para a fase adulta. Ela é drogada? Sim, só pode ser perturbada e fazer uso de alucinógenos. De fato, já há livros polêmicos que afirmam o isso.
Acontece que Alice cresceu como nós e não nos causaria estranheza se na sua atual fase, estivesse vivendo num mundo sem as maravilhas que quando crianças críamos, mas que agora, retratasse a realidade desse mundo preto e branco.
O jeito é esperar e acompanhar nas telas do cinema. O filme tem previsão de lançamento para o mês de março deste ano. Espero que valha a pena conferir!