sábado, 25 de dezembro de 2010

Trilhas

Há um caminho que espera,
Uma estrada que aguarda por compreensão no mais singelo significado...
Paciente, tal lacuna dá passagem para se trilhar por ali todos os dias

É tímido o sorriso
E as lágrimas, caem já cansadas
Só entendemos o que transmite a linguagem entre olhares
No mais profundo silêncio, todas as noites.

Em cada passo, um ponto diferente da estrada
Em cada ponto, ali perdido está uma palavra...

Dentre todas as palavras, talvez esteja ali
A que traz em sua acepção o gosto mais dolorido, Rejeição...
Essa pode começar logo nos primeiros passos,
Quando ainda não se saiu do esconderijo...
A donzela de nome simples, porém, triste,
Chamou-se Perda...
Embora chegada sem aviso prévio, nem cortesia,
Trouxe consigo um sábio que por ela foi convidado, o senhor tempo
Se este cavalheiro for recebido para ficar e ali fazer morada
Transformará em saudade,
Transformará em lembrança...
Transformará enfim, em aprendizagem.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

TSUNAMI AZUL!!

 Esse é o TSUNAMI AZUL!
Parabéns à todos os bravos guerreiros que batalharam por esta grande conquista do nosso curso!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

DIA DE ELEIÇÃO, Direito-UNESC.

10 de novembro de 2010- Dia de eleição das CHAPAS que concorrem a Coordenação do Curso de Direito UNESC. Eu, colaboradora da CHAPA 1- Alfredo, vejo meu horóscopo do dia no Jornal da Manhã e lá está:
ÁRIES: Mercúrio traz maior percepção dos fatos. Bom dia para somar forças com as pessoas que possuem os mesmos objetivos seus. Aproveite as bênçãos de Vênus no campo afetivo e sentimental.
Ressalto: “...Bom dia para somar forças com as pessoas que possuem os mesmos objetivos seus”.

Então, aqui faço as palavras de Gabriela Magnus, as minhas:
Hoje votem chapa 1, DIREITO PARA TODOS.

"Propomos um curso UNIDO, TRANSPARENTE, DEMOCRÁTICO, LIBERDADE DE EXPRESSÃO. Independente da raça, crença, preferência política, sexual, buscamos um DIREITO para TODOS. Se você também concorda com estes ideais, vote CHAPA 1: Alfredo e Rosangela."

Minha Voz - Alma Djem


Não pense que vou combater com violência
A violência cega que você me trás
Não pense que vou combater com intolerância
A ignorância intolerante que eu não quero mais..
Refrão:
Minha Voz já não cala mais
Voa pelo ar, vai buscar a paz
Minha Voz já não cala mais
Voa pelo ar, vai buscar a paz



p.s:
À minha colega Priscila Brito, um forte abraço!

CHAPA 01- ALFREDO!

Apoio a CHAPA 1, que VAI NA FÉ DA MUDANÇA, porque já diria RENATO RUSSO: "Disciplina é liberdade; Compaixão é fortaleza;Ter bondade é ter coragem."

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

E-mail enviado pelo acadêmico Wagner Locks Ponciano, da 10ª Fase de Direito- UNESC.

MUITO OBRIGADO A TODOS OS ACADÊMICOS!!!‏
Quero agradecer a todos os emails de apoio que recebi esse final de semana, após enviar o email na qual expus o sentimento  de mudança que vem tomando conta de nosso curso, tive a felicidade de receber um email muito carinhoso de uma acadêmica que é ainda mais antiga no curso do que eu, ela é da turma de 2001.
Em seu email ela se diz emocionada, visto que já está a muitos anos estudando e pela primeira vez viu um candidato com pulso firme e forte, e eu vou além, o professor Alfredo, a professora Rosangela e outros professores que apóiam esse novo projeto, estão de parabéns, pois ter coragem de enfrentar esse desafio, apesar de toda a pressão que sempre existiu para não sair chapa concorrente!
Coragem essa que os fez dar a cara pra bater, com um projeto diferente, inovador, com participação efetiva de nós acadêmicos. É com felicidade que olho para o inicio de minha graduação, onde pude ter o privilégio de ter como professor o DESEMBARGADOR LÉDIO ROSA, um professor além de seu tempo, que  não precisava de chamada, não fazia provas, e conseguia através de seu conhecimento manter a sala sempre lotada, cadê ele que não está mais na UNESC?
Mas vou além, o que dizer do professor DANIEL CERQUEIRA, professor fantástico, também acima da média, com grande conhecimento, didática excelente, professor que você vinha pra aula com vontade, pois sabia que iria aprender muito naquele dia, cadê ele que não está mais em nosso curso?
O que falar do professor ALEX SOMMARIVA? Um dos maiores advogados na área penal, que tive o prazer de vê-lo participar de vários tribunais do júri, e confesso ficar impressionado! Professor com grande didática, também acima da média. Onde está?
Esses são só alguns que posso citar, tínhamos também o professor Jacson que dava DIREITO CONSTITUCIONAL se desprendia de Florianópolis pra nos dar aula, fantástico professor também, onde está?
Esses são só alguns dos grandes professores que viemos perdendo durante todo esse tempo, fico feliz do meu privilégio e muito triste por vocês mais novos, que não estão tendo a mesma oportunidade, por esse e outros motivos nós acadêmicos que estamos no curso a mais tempo, sabemos da necessidade de mudar, de uma coordenação realmente comprometida conosco, pois nos somos o motivo do curso existir, nós devemos estar em primeiro lugar, e quero do fundo do coração que todos os acadêmicos tenham a mesma oportunidade, sempre foi minha luta no movimento estudantil da qual faço parte a 8 anos na UNESC, até hoje participo, DCE, Centro Acadêmico de Direito!!!
Prezados acadêmicos, nunca nos deixaram escolher, vamos dar esse voto de confiança para esses professores corajosos, que buscam um curso de excelência, e lutarão para trazer esses grandes juristas para nosso curso!!!
RUMO A GRANDE VITÓRIA DA CHAPA 1, VENHAM CONOSCO, A MUDANÇA ESTÁ PRÓXIMA!!!

Wagner Locks Ponciano
10ª Fase de Direito

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

ELEIÇÕES PARA COORDENAÇÃO DO CURSO DE DIREITO 2010:

No início do curso de direito li um livro que fez com que eu me apaixonasse pelo Tribunal do Júri: A sedução do discurso nos tribunais do júri. No momento não me recordo o autor, mas lembro que tratava com riqueza de detalhes sobre a promotoria pública que, ao acusar o réu assume o papel de vilão, enquanto a defesa o transforma em vítima, o mocinho da história.
Recordei-me desta obra nas eleições para Presidência da República, onde o candidato Serra atacou tanto a candidata Dilma, que se esqueceu de dar destaque as suas propostas. O que aconteceu? Serra perdeu. Claro que outros fatores somaram para que ele não vencesse, mas do que você eleitor mais lembra, das propostas dele, ou das acusações que fez a oposição? É de se pensar...

10 de novembro de 2010, data marcada para as eleições que definirá a nova coordenação do curso de Direito-UNESC. Na campanha, os alunos que apóiam os professores Alfredo e Rosangela criaram um Jingle: “Mexe mexe- Jingle chapa 01 Alfredo”. Ocorre, que assim que postamos na rede social da internet “Orkut”, visamos uma crítica, atacando diretamente nosso candidato prof. Alfredo, como se dele fosse à autoria do Jingle, menosprezando aos demais professores do curso, rotulados no presente como “patotinha”. Neste caso, impende ressaltar que: TRATA-SE DE AUTORIA DE ALUNOS, o professor Alfredo não participou da elaboração, nem quanto à letra, escolha da melodia, nada. FRISA-SE: Em momento algum!
Realmente, muitos alunos querem mudança e desejam ver esta mudança. Desejam ver outros professores realizando propostas que até então ficaram apenas em projetos, como a vara universitária por exemplo.
Outro item que nos chama atenção tange a titulação do coordenador de curso. Certo, vejamos: Quantos anos o professor Alfredo está como coordenador Adjunto? Em todos estes anos, mesmo ele estando sem titulação de doutorado, serviu para representar o papel de adjunto. Agora, por estar em chapa de oposição, por ser especialista não serve mais? É de se pensar, é de se pensar...
Atentem-se: Não é atacar os representantes da chapa, é fazer com que as propostas que defendemos se destaquem.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Entre retratos e figurinhas

Ontem pela manhã eles estavam aqui, trocando figurinhas do álbum para aquele que completasse primeiro sua coleção, ganhasse na troca, o prêmio...
Troquei inúmeras vezes meu álbum, mas o máximo que consegui foi um estojo que vinha com um lápis de escrever e borracha.
Depois eu os vi, colecionando fotos de festas de calouro, aquelas de cara pintada, verdadeiros “biXos” .... Festas de bebedeiras universitárias e viagens com os amigos. Neste álbum, houve trocas de personagens, de cenários, de emoções... Momentos únicos, peças raras e inigualáveis.
Passo a folhear as páginas desta história... Um passou a ser maestro, outros receberam canudos e muitos títulos. Outros são chamados de professores e uns até de doutores.
As figurinhas deram lugar às fotos produzidas, o glamour do vestido branco, brindes com champagne e traje de gala. O coral se desfez e virou “pai e mãe de família”, com direito a gato, cachorro, papagaio e vovó que tricota.
A figura que ontem era irresponsável, hoje veste terno e o tênis “All Star” azul de Nando Reis pintou de preto um “Ferracini”. Olha ele, que falava “to louco então”, todo engomado apertando a mão do “ Meritíssimo Doutor”...

Próxima página, a caneta continua escrevendo, as letras mudam continuamente e as figuras não se repetem, a se cena se inverte, nasce outra fase, outra vez...
Amanhã, seguem os títulos que te deram? As instituições, os termos... Avó? Novos títulos? Convenções? Amanhã, bom... Aí eu já nem sei, nem sei...

sábado, 14 de agosto de 2010

São voltas que o mundo deu Voltas e voltas que o mundo dá...

Há tantas surpresas,
E o tempo passa tão rápido...
Pessoas mudam frequentemente de lugar, de estatura, de dimensão...
Mas o que mais se sente, é quando mudam de sintonia...

Há tantas mudanças,
E o mundo dá tantas voltas, que sempre reencontramos o passado
Seja nas ladeiras, nas dobras, nos cantos...

São tantas explicações
Tantas perguntas...
Mas o importante é que as respostas,
Elas sempre vêm
De um jeito, de outro, sempre vem...
Assim, no momento mais inesperado... elas vem.
Basta apenas, pensar que esqueceu, e ela vem
Está ali, sem embrulho e laços de fitas.

De repente, nossos super-heróis viram cometas, estrelas brilhantes...
Mas esquecemos que cometas passam
Que estrelas caem, bem cadente...
E eles não eram nada mais que carne, acompanhada de tudo o que a carne tem
Tão somente humano, real, cru...

Aquele que diz se encantar com o novo,
Não vê, que procura sempre o velho...
Aquilo que passou, aquela esperança que já se foi.

É que heróis, são tão carne como nós,
Que gostam de ilusões e continuar sendo apenas,
Heróis...
Porém,
Herói sem medalhas.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

EPITÁFIO

Por favor, não me chame atenção quando chegar atrasada. Basicamente, estou sempre no “tarde demais”. Até quando chego no horário combinado, já se passou da hora...

Por favor, não me acorde... Minha consciência já acusa meus erros constantemente. Já é duro demais ouvir a mim mesma, não suportaria críticas a mais.

Pare, deixe tudo em silêncio. Não é preciso muitas palavras, bastam apenas gestos. Deixe-me apenas, um abraço.

Frases como “pensei em ligar para você, passei em frente a sua casa, queria ter lhe visto, quase atravessei a rua quando vi que estavas do outro lado! Pensei, pensei...” Não me servem! Pensamentos não me bastam, intenções eu já nem quero. Se quiser algo, faça.

Seu eu partir, deixe tudo em segredo, pois do passado só restam lembranças, e do futuro, apenas projetos. Reserve-me então, este momento.

Não me fale de sinfonias e melodias, pois canções são como marcas do tempo, que quando tocadas são levadas pelo vento... E as marcas do tempo, ah! São pensamentos que nos fazem viver sob a sombra do que poderia ter sido, do que poderíamos ter vivido e não vivemos... Viver a margem de nós mesmos é como um câncer que corrói. Machuca a alma.

Não, eu não quero ler poemas, tão pouco escrevê-los. Seria muita petulância de minha parte, pois para se colocar palavras em uma folha, é preciso ter intimidade com elas. Mais do que isso, necessário se faz ter respeito. Como ousaria expor-las?!

Assim como a escrita requer intimidade, a fala requer sabedoria. Ousaria de que maneira pronunciar TE AMO? Eis que já ouço cansada, o uso do vulgo “eu te amo”. Por vezes, soa como se fosse programado in “user join” (usuário registrado).

Conheça-me: Leia meus lábios quando sorrirem, leia meus olhos quando me despedir, observe meu caminhar quando partir... Ou quem sabe, me procure quando me perder.

Não interpretarei um papel que não escolhi, nem inventarei sentimentos que não vivi. Nesta tela, não sou pintora e no teatro, também não sou protagonista. Sou dos livros, das estantes, do silêncio e dos pensamentos... Esses que ficam perdidos nas entrelinhas. Aqui jaz, enfim... A mulher que condenada a ser um sonhador, morreu menina. Sou apenas, o pó, apenas metade de mim.

sábado, 15 de maio de 2010

De médico e louco, todo mundo tem um pouco!

Sei que o ditado popular não é dito como no título deste tópico, mas depois de tudo o que eu ouvi nos últimos dias, não me resta outra opinião.
Após receber a notícia de que sofreria uma cirurgia de extração das amígdalas, começaram os comentários....
Ouvi que deslocariam meu maxilar, fazendo com que meu queixo viesse parar no busto... Ouvi dizer também, que sofreria muito com a recuperação a ponto de chorar amargamente, de não conseguir falar... A cirurgia é nas amigdalas ou nas cordas vocais?!
De tantos absurdos que ouvi, o mais assustador foi imaginar meu maxilar deslocado olhando para o meu umbigo! Haha
Juro que quando conversei com o médico no dia seguinte, minha vontade era de dizer: “O ser de branco, fique longe do meu queixo ou eu te arrebento!”.
O que as pessoas têm contra ficarem quietas ao invés de bancar verdadeiros terroristas em cima do medo dos outros?
Como meu lado dramático e curioso prepondera minha razão, resolvi pesquisar no google os vídeos e imagens da tal cirurgia. Detalhe, na véspera! É gostar de sofrer por antecipação, não?!!
Para meu desespero, extração das amigdalas é tão feio quanto extrair um dente! Porém, muito mais doloroso.
Confesso ter ficado apavorada com a imagem, afinal, tem ferro abrindo a boca por tudo quanto é lado... O lado consolador é que não cortam seus lábios, não deslocam o maxilar, não quebram seus dentes, tão pouco desfigura sua face. Oh maravilha!
O mais triste será dizer adeus as minhas amigdalas que nunca mais verão as plaquinhas brancas que indicam uma bezetacil dolorida ou uma caixa de antibióticos depois. E que sejam bem vindas às noites bem dormidas! =D
O mais consolador, eu ouvi de uma menininha de 08 anos que me disse: Tia, é muito bom tirar as amigdalas, porque eles te dão um pote enorme de sorvete depois! Céus... Ouvi um anjo dizer que tem um pote de ouro no fim do arco-íris?
Ah sim, me esclareceram depois de muito me assustar, que o pós-operatório é gratificante, coma tudo gelado: pudim, sorvete, gelatina, iogurte... Resumindo, é permitido forrar a geladeira de doçuras geladas... haha!
Forrei minha geladeira com essas delícias geladas, mas com tantos doces, espero não precisar de uma gastroplastia (redução do estômago) depois! Porque com todas essas besteiras enquanto fico de repouso por uma semana, provavelmente eu não passe na porta.
A verdade é que a experiência é bastante dolorosa e com uma recuperação árdua, mas como tudo na vida, passa... passa. 

terça-feira, 4 de maio de 2010

Caminhos...

Já quis ser médica, mas pensei que cuidar da vida dos outros é muita responsabilidade... E se não for pra sair tudo perfeito, então não deveria ser.
Quem sabe eu me especializasse em cardiologia? Mas coração é trem complicado, confuso... Não consigo cuidar e entender nem do meu, que dirá coração alheio?!
Já pensei em ser astro de cinema, mas Hollywood poderia falir por meu drama intenso, suicida... Piegas demais.
Sonhei em ser astronauta e morar perto das estrelas... Só assim poderia literalmente chegar ao topo! Mas se eu estivesse no céu, choveria todas as noites... Logo, o planeta se afogaria!
Quis ser mestre das letras... Lecionar numa grande escola e ter muitos alunos... Mas não consigo entender porque no meio de tantas palavras, teria que escolher as palavras certas... Talvez, as palavras tenham temperamento muito forte, principalmente os verbos! Esses são cascudos... E se eu não usar as palavras corretas, isso possa ferir. Então, se não sei me fazer entender, não me seria possível então, ensinar.
Se meu mundo girasse, seria eu então uma escritora... Assim não teria limites com as palavras e viveria no mundo das letras, mas meus exemplares não venderiam, criariam poeira dentro das bibliotecas e sebos... Tenho alergia ao pó, morreria espirrando e com falta de ar.
Então poderia ser músico, tocaria as mais belas sinfonias e reproduziria as mais lindas melodias... Dos boleros, das valsas, daquelas óperas bem dramáticas, que para fazer soar a nota finda, só tocando com o coração... Não atrairia muito o público, menos ainda, venderia discos.
Decido então, colocar minha mochila nas costas e calçar meu all star já batido... Sair caminhando em trilhas com uma câmera fotográfica na mão. Fotografaria eu, o pôr do sol, que não precisa de palavras, mas a leitura de sua beleza pode ser vista e admirada a olho nu.
Retrataria em minhas obras: o grito, o riso, o choro... O abraço... Sim, pois as mais belas obras de arte estão nas expressões.
Expressionismo, esse que é visto dia a dia... Na face dos seres que nos cercam, na mudança de cada ambiente, de cada lugar...
Expressionismo, da mãe que espera a chegada de seu filho... No sorriso da namorada que encontra seu amor... No olhar da atendente já cansada... Nos olhos do homem galanteador... Simplesmente, expressão humana.
Não importa onde se construa os sonhos, afinal, o título que te deram de advogado, pai, filho, esposa, empregada, não diz o que você é, diz o que você faz.
Que possamos construir enfim, nossos sonhos em cima do que acreditamos e não de títulos, muito menos em cima de pessoas. Pois o tempo passa e descobrimos que os sonhos eram grandes, os títulos são apenas rótulos que te deram, e as pessoas, pequenas demais.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

“Mas também eu procurarei em toda a ocasião que tenhais lembrança destas coisas.”

Não quero ter a inteligência limitadora e gelada daqueles que só acreditam no que os olhos podem ver.
Quero eu, enxergar além da superfície e descobrir a alma de cada ser. Como a inocência de uma criança que acredita fielmente que beijo de mãe cura qualquer ferida, sara toda dor.
Como fez Pedro, quero “acrescentar fé à ciência e a ciência a temperança, e à temperança a paciência e à paciência a piedade. E à piedade o amor fraternal e ao amor fraternal à Caridade”. (II Pedro 1;8 e 9)
Pois se eu for capaz de abrir meus olhos para além do que podem ver, não serei estéril no conhecimento, nem cega espiritualmente.
Se isso me for possível, não me prenderei nem me limitarei ao tempo, e serei enfim, como Moisés que comandou Êxodo no vigor de sua sabedoria, no vigor de seus 80 anos.
Se não me for possível, ver além da carne e das obras de minhas mãos, serei já cega e sem frutos.
Quero, proteger e cuidar dos que amo, assim como a Criança, que acredita que se chamar pelo pai, o monstro que se esconde debaixo da cama vai embora para nunca mais voltar...
Quero eu, acreditar que o arco-íris é a caneta que Deus usa pra escrever no céu, e no final do desenho, existe o pote transbordando ouro.
Talvez, agora seja possível notar que foram necessários aqueles elogios mentirosos de que aquele desenho mais rabiscado era uma bela obra de arte! Quem não precisa de ilusões?
Essa pureza de criança que vê pequenas coisas como imensas!
Que acredita na magia da fada do dente que deixa sempre uma moeda em baixo do travesseiro na troca daquele dentinho que caiu...
Não quero deixar que se apague do paladar, o sabor delicioso do bolo feito pela vovó. E que não se esqueçam meus ouvidos, que a oração dela faz temporal se acalmar, faz qualquer catapora sarar...
Quando se é criança, o chá da vovó cura toda e qualquer dor de barriga. E se você tomar “tudinho”, embora o gosto seja amargo, ganha um doce depois!
Quero fazer parte do povo que busca ardentemente, como uma chama explosiva, dependentes de Deus. Buscar enfim, através da fé, explicações para aquilo que não se pode ver, porque apenas através da fé, se encontra algum sentido.

terça-feira, 16 de março de 2010

NADA MODERNINHA





O povo é complicado... E depois eu que sou contraditória...
Uns dizem que gostam de café fraco, ou do tipo descafeinado. Mas pra mim, é o mesmo que chá!
Há quem peça água mineral com gás e limão. Não é refrigerante de limão “diet” (compreende-se: sem adição de açúcar)??
Tem quem goste de café gelado e bem doce... Isso não é coca-cola?
Povo contrai matrimônio (casamento) hoje em dia e cada um fica na sua casa, dormem em camas separadas, só se vêem quando quer. Faz o favor, se for para ter vida de solteiro, permaneça solteiro.
Modernos usam o termo “instituição”, não é mais casamento.... hahahaha Tenho que rir!
Seguinte: instituição entende-se o conjunto de regras e normas estabelecidas, para a satisfação de interesses coletivos. Ou seja, não é casamento. Quando há casamento, trata-se de RELACIONAMENTO, não é coletivo, um casal defende o interesse de um só. Para isso, o padre lá todo bonitinho e ensaiado diz “tornem-se uma só carne”, etc e etc. Sacou? =D
O que é teu é teu, o que é meu é meu... Hilário! Moram juntos, adquirem as mesmas despesas. Dá para separar isso?
Dia mais, dia menos, o rei Salomão terá que refazer a cena e pedir para partir a criança no meio e dar metade para cada um dos cônjuges. Quem gritar “não!”, fica com o filho.
Atenção, namoro é namoro e ficar é ficar. Se quiser “ficar” não se ache no direito de pedir satisfações e fazer cobranças depois. Se for para existir cobranças, assuma namoro. Não confunda as coisas, direitos iguais, ok?!
Relacionamento aberto é utopia meu bem. Sempre há omissões relevantes, que se entenda como mentira e informações importantes que ficam em oculto. Ou seja, quando for para falar de relacionamento aberto, pense bem no que você quer e no que está falando. Se aceitares a proposta, sem ceninhas depois. Isso é muito feio, muito feio. (para não dizer ridículo).
Ah, espere aí. Mundo moderno há também a chamada Amizade Colorida. Bom... Amigo é amigo, ficante é ficante e namorado é namorado... Existe amizade depois que você fica com a pessoa? Poderá dizer ao “amigo”, coisas que amigos contam um para o outro? Perdoem essa minha limitada inteligência que delimita muito os temas.
Imagine a receita: adicione um ficar, com amizade colorida, mais relacionamento aberto e estereótipo de namoro às escondidas, famoso “caso“ (sim, porque se não é assumido, é “às escondidas”), colocar tudo num liquidificador, misturar bem. Resultado: Corações estraçalhados, confusos e enrolados.
Bom, para alguns é muito cômodo, também não querem nada além daquilo que já tem. Ocorre que numa relação entre duas pessoas, há sempre um lado que gosta mais. Logo, sofre mais.
Ainda há quem seja amigo das cartas, poesias e serenatas... Aos que brindam com sabor de vinho tinto, que esperam o telefone tocar no dia seguinte ou logo depois da despedida, um simples torpedo perguntando “você chegou bem?”.
Há quem prefira café passado com coador de pano e escolha ovo frito ao invés das modernas omeletes.
Há quem goste da troca de olhares e sorrisos disfarçados... Quem queira conhecer a pessoa em si, e não o status que ela possui.
Ainda existe magia nas flores e nos cartões, no flerte, no querer descobrir um ao outro e nas confissões.
Sim, pode parecer piegas. Mas o fato é: sou piegas e quero ter uma vida piegas também.

"TENHO EM MIM, TODOS OS SONHOS DO MUNDO".
(Fernando Pessoa)
Sonhos...

Sonho é algo que já crescemos o desenvolvendo. Seja nas profissões, seja com quem se quer casar, imaginando o que ao longo da vida se conquistaremos, quais experiências teremos...
Há pessoas que crescem com a verdadeira convicção do que será. Outras chegam aos 30 anos sem saber ainda o que querem da vida.
Há muitos, que são criticados por largarem a família, o lugar onde se cresceu e tudo o que se viveu para trás, para ir à busca do que acredita, na conquista de suas utopias. Esses são julgados, rotulados... Sentem na pele, o preço por muitas vezes, não terem escolhido viver por parâmetros que a sociedade prega.
Outros sonham em viver a vida que seus pais viveram e dar continuidade aos negócios da família. Ser, enfim, o filho do qual o pai se orgulha. Estes tendem a casar cedo, ter filhos e viver com rótulo da perfeição. O exemplo de vida correta e felicidade. E talvez, até seja.
Há quem sonhe em abandonar tudo e conhecer outros países, morar no exterior e lá construir sua vida. E com isso, quem sabe, sustentar sua família no seu país de origem.
Há sonhos feitos dentro de livros, em meio às bibliotecas e arquivos empoeirados... Sonhos de muitos diplomas na parede e muitas obras publicadas... Se paga o preço. Afinal, ser escritor requer renuncias, requer isolamento... E isso, não é nada fácil.
Há poucos, que desistem de ir além por medo de deixar seus amados... Muito poucos. Esses não são melhores, nem piores. Não se trata de pessoas covardes ou mais corajosas. São apenas, pessoas que são apegadas a emoção e deixam de lado a razão.
Disserta forma, não se trata de desistir do sonho e sim, de adiá-lo. Afinal, pode o sonhador morrer, mas jamais o seu sonho. Preço alto, muito alto.
Claro, que há de se observar que em cada escolha, julgando caso a caso, isoladamente, as críticas predominam em todas elas.
Abandonar família? Que crueldade. Adiar sonho por alguém? Covardia. Ah, não... Não fizestes mais que tua obrigação. Viver a vida de seus pais? Mas isso é sonho deles, não os teus.
De um jeito ou de outro, a palavra RECONHECIMENTO não tende a predominar. Infelizmente, a CRÍTICA prevalece na grande maioria das situações.
Há sonhos de passarelas, que requer muita dieta e muitos cuidados... Porém, os holofotes, flash e capas de revista sustentam todos os sacrifícios.
Sonhos de pequenos, sonhos de grandes... Sonhos, sonhos... Apenas sonhos.
O importante é sonhar apenas e simplesmente sonhar. No mais, nada importa.
Apenas quem sonha é capaz de entender e saber o significado da palavra renúncia, dedicação e sacrifícios.
Apenas quem sonha, é capaz de entender um sonhador frustrado e tudo o que passou, para chegar aonde chegou.
Não há quem entenda, não há quem reconheça, não mais que o próprio sonhador.
Apenas o protagonista de sua história, sabe qual a verdade que o mantém de pé. E as críticas, ah... Estas sabem bem ir contra tudo aquilo que sustenta as paredes do teatro da existência do nobre sonhador.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Eutanásia, a polêmica da morte sem dor.


Na edição do dia 04 do mês de fevereiro do ano de 2010, o Jornal Nacional da Rede Globo transmitiu um estudo recente de cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e da Universidade de Liège, na Bélgica sobre Pacientes em estado vegetativo.
Com um aparelho de ressonância magnética, o grupo de cientistas estudou os cérebros de 23 pacientes em estado vegetativo.
Segundo os pesquisadores, quatro pacientes responderam aos estímulos, e ao imaginar cada movimento pedido pelos cientistas, diferentes partes do cérebro manifestaram atividades.
Os comandos foram realizados da seguinte forma. O cientista, dizia ao paciente: imagine que está andando por sua casa, imagine que está jogando tênis.
Assim, diferentes áreas do cérebro acionavam. O que podia ser observado através do aparelho de ressonância.
Por meio desse estudo, a medicina descobriu uma forma de se comunicar com pacientes em estado vegetativo. Ou seja, pessoas que não conseguem se mexer, nem falar. Pacientes em estado vegetativo são pessoas que não transmitem expressão alguma. Não piscam os olhos, não sorriem, nem mexem as sobrancelhas. Não podem mover um braço ou uma perna. No entanto, afirmam os pesquisadores que estão conscientes.
A nova pesquisa, reflete em si, uma nova forma de os médicos poderem tratar de seus pacientes. Pois sendo assim, conseguem se comunicar, responder sim ou não aos estímulos dos médicos, de acordo com alternações de sua atividade cerebral.
Segundo a matéria, ainda não é possível identificar se tais pacientes podem voltar ao seu estado normal ou não. No entanto, é prematuro afirmar, se tal descoberta permitirá que descubram a cura para determinados pacientes. Neste sentido, colaciona-se um trecho da matéria, que segue:
“A descoberta não permite dizer se os pacientes em estado vegetativo vão se recuperar ou não. Mas ajuda os médicos a identificarem melhor os problemas no cérebro e auxilia no desenvolvimento de tratamentos mais específicos. Só que o estudo também provoca uma discussão ética enorme. “
Diante dessa grande descoberta, volta a tão POLÊMICA questão da eutanásia. Certamente, pode-se imaginar o sofrimento de um paciente em estado vegetativo, que ciente do que ocorre ao seu redor, ouve familiares decidindo qual o momento da morte que darão ao mesmo, sem que este possa ao menos se expressar ou gritar por socorro.
Talvez, o paciente em estado vegetativo que sente que seus entes queridos querem seu fim, não suporte mais a situação em que está e esteja esperando ansiosamente pelo dia de sua partida. Porém, pode também, que ele esteja esperançoso a voltar ter a vida que antes tinha. Talvez, ele sonhe em acordar, levantar e abraçar seus filhos.
Teríamos nós, poder para traçar a linha de início e fim da vida de uma pessoa? Sem defender aqui, um princípio religioso, pergunto: Estamos brincando de Deus?
Há uma frase, que me chama muita atenção. Numa Ação de Pedido de Aborto de feto Anencéfalo, na sentença o Juiz assim prolatou:
“O HOMEM NASCE PARA MORRER. NÃO CABE A NÓS DIZER A HORA E NEM COMO.”
No Brasil, felizmente a eutanásia ainda não é permitida em lei. No entanto, os estudiosos do mundo penal sabem que é considerado crime pela legislação brasileira, porém, se for cometido no exterior, que assim o permite, não responderá no país de origem. Ou seja, se a eutanásia, que aqui é crime previsto em lei, fora cometido fora do território nacional, mesmo que por brasileiro, este não responderá por crime de homicídio aqui.
As perguntas que ficam são: Quem tem o direito de dizer se quer morrer ou não? Quem tem a certeza de que a ciência interpretará os sinais corretamente?
“É preciso mais estudo para ajudar aqueles que vivem em silêncio.”
É preciso antes de mais nada, que se conheça a fundo o que se está fazendo ou permitindo que façam, para que não gere danos irreparáveis aos pacientes, que são antes de tudo SERES HUMANOS COM NÓS.
Ora, é sabido que o direito a vida é direito fundamental, inerente a todo o ser humano. Enquanto se clonam animais para dar à eles vida, estão matando pessoas, como nós.
Que digam os estudiosos, que afirmem os cientistas que “esse povo cristão”, não passam de fanáticos e lunáticos, mas tem algo que afirmam de acordo com o livro bíblico do Apocalipse, e que tem dia a dia se confirmado: “Nos últimos dias, o amor de muitos esfriará”.
Se é permitido que matem corações que ainda batem, se é dado o poder ao homem escolher quem vive e quem morre, tome muito cuidado e não queira ficar doente. O próximo da lista, pode ser você.



Outono

Dance
Como se ninguém estivesse olhando
Cante num tom mais alto
Até desafinar
Até rir de si mesmo

Tome banho de chuva
Não necessariamente no verão

Ande com os pés descalços
Sinta a grama entre os dedos
Até sentir o cheiro do mato
Até que sinta a terra encruar na pele

Brinque de roda com crianças
Pinte o rosto e ponha uma bola vermelha na ponta do nariz
Raspe o brigadeiro do fundo da panela
Se lambuze

Grite mais alto que o gol
Sinta o sol já findo
Aquecer o rosto com seus leves raios

Deixe o vento bater as janelas
Não segure a porta

Ouça o som do vento espalhando as folhas
Sinta na pele a temperatura serena que chega
Brisa leve que te toca
Abra os braços e a receba com carinho

E se ouve a música
Que ás águas de março fecham o verão
É a chegada de mais um outono
Deixe que as folhas sequem
Deixe-as cair no chão

sábado, 20 de fevereiro de 2010

PARA SEMPRE CINDERELA


E a princesa, moça verdadeira de coração, estava na torre mais alta, do castelo mais alto, a espera de seu príncipe encantado para salva-la.
E eis que surge o bravo guerreiro em seu cavalo branco, derrota o dragão e salva a princesa. Eles se casam e vivem felizes para sempre. “The end”.
É meninas, crescemos ouvindo essas coisas bonitinhas antes de dormir... Que mães as nossas! Será que elas não sofreram decepções amorosas na vida? Por que não ensinam japonês ao invés de alimentar tanta ilusão de perfeição? Ao menos outro idioma enriqueceria. Logo, seria mais proveitoso.
Bom, vamos lá. Está certo, é lindinho quando ouvimos, mas crescemos. Então, hora de acordar. E, claro, não vamos dramatizar tanto.
Acontece que até os dias de hoje, os filmes de romance devem estar brincando com nosso coração. Só pode! Afinal, nos filmes românticos, a menininha dócil, meiga, verdadeira e aparentemente frágil, sempre conquista o cara certinho ou até mesmo, o maior mulherengo do filme se transforma por amor à ela.
Porém, a vida cotidiana nos mostra diferente. O que vemos todos os dias trata-se de uma verdade muito mais cruel.
Dia a dia, vemos as mulheres que são vistas como as “poderosas”, conquistadoras, as que armam, omitem... Aquelas que têm malícia, espírito jogador, levarem todos os prêmios para casa, quando o assunto é se dar bem na arte da conquista.
Na vida nua e crua, o que vemos é as mocinhas boazinhas chorarem, se despedaçarem recorrendo a academias, psicólogos, terapias, esgotando seus cartões de crédito nessas lojas de roupas da alta moda e sapatos do tipo “scarpim”, aqueles de salto agulha bem altos (ultra desconfortáveis). Ou seja, parece que toda tentativa de parecer sexy, sedutora, mais bonita aos olhos do cara que você gosta é válida.
Infelizmente, todas as táticas parecem frustradas. Quando o cara observa que a princesa está na dele, tarde demais. Todo o projeto “tentativa” já se perdeu. Ele já conseguiu o “Oscar” de “conquistador” com você. Então, parte para a próxima conquista e o príncipe vira um tremendo sapo.
No mundo original, “Branca de Neve” fica lá no casebre mesmo, morando com os 7 anões. E olha, essa princesa está em vantagem, pois se hoje em dia uma mulher conseguir 7 homens solteiros, mesmo que anões, está no lucro!
A regra que tende a perpetuar é a madrasta má ficar com o príncipe da garota e como se não bastasse, com a fama de “a mais bela de todas”. (como o espelho mágico respondia a madrasta toda vez que questionava).
Bom, quem conhece os contos de fadas e a vida real, sabe do que estou dizendo.
A questão (pode parecer surreal) é, se você armar, vais conseguir o que planeja, mas se você for o que verdadeiramente é, vais trazer o que merece para perto de você.
Jogos podem dar certo para atrair, mas não para fixar. Com a convivência, não há jogo que sustente. Afinal, ninguém pode jogar e simular 24 horas ao dia. Certo?
Outro ponto importante é sabermos se o que queremos atrair para nós é o que realmente merecemos.
Solteiras costumam ouvir de mulheres casadas, que se tem mais é que aproveitar, que casamento é um tédio, que não se tem liberdade, tem que viver sempre no limite, suportando o ronco, os amigos escalados e o futebol nos domingos. Quando nas quartas-feiras também.
Se casamento é tão ruim, por que há tanta gente casando? Ainda mais, quem já se separou, por que então, casar novamente?
Mulheres que reclamam dos maridos que perdoem, mas estão com quem merecem estar. Afinal, a vida é feita de escolhas e temos o pleno direito de querer e poder escolher a pessoa certa para estar ao lado.
Quando lutamos, é porque temos convicção do que queremos ter.
Quando o cara por quem você espera há muito tempo, resolver marcar algo com você, melhor pensar no mínimo uma semana para saber se realmente vale a pena. Se depois de toda essa espera, não acontecer, não valeria nada. Esteja certa disso.
Nossos valores não podem ser mudados em razão de um idiota que mal sabe sua história, do que você acredita ou deixa de acreditar. Se há uma verdade que te sustenta, até que não seja provado que você está errada, não mude. Não mude!
Quem conheceu você e se interessou a ponto de se aproximar, é porque viu algo. E para manter o interesse do primeiro olhar, permaneça com a mesma essência.
Quando somos verdadeiras com nós mesmas, acabamos sendo com quem nos cerca. E claro, atraindo pessoas com o mesmo caráter. Não seja diferente disso, afinal, ninguém gosta de ser logrado.
Quando amamos de verdade, deixamos que, quem nos rodeia se sinta bem ao nosso lado. Se permanecerem perto de você, é por se sentirem bem por estar com quem és e não por quem parece ser.
A vida nos transforma desde o momento em que somos concebidos no ventre de nossa mãe e ao nascermos, o mundo trata de continuar essa transformação diariamente. Se com a carga de aprendizados e experiências que trazemos de nossa história, fomos lapidados o suficiente para sermos claros como cristais, não é quem não sabe reconhecer isso, que fará com que negues tua vida e o que você acredita.
É necessário que nossos valores sejam respeitados, porque apenas quem se valoriza, adquire respeito suficiente.
Antes de qualquer coisa, jamais esqueça quem você é, e o que passou para ser. Respeite-se, por poder chegar aonde chegou e a vida trará quem você merece.
Queira sentir, queira tocar, queira amar, queira intensamente apenas, SER.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A VERDADE NUA E CRUA

Uma comédia romântica que trava uma batalha ferrenha entre os sexos, tratando afundo sobre relacionamentos, o filme a verdade nua e crua arranca boas risadas de qualquer pessoa que assista.
Uma comédia hilária, que conta a história de Mike Chadway, um apresentador de televisão, cujo programa dá nome ao filme em questão. Personagem mulherengo e muito sexy por sinal, que explica como funciona o “universo” masculino.
Mike Chadway faz uma aposta com a produtora de seu programa, Abby, a fim de ensiná-la a conquistar um médico do tipo “perfeito” com toda sua sabedoria machista, em troca de garantir que ambos continuem na emissora.
Quem diria que um homem daria dicas de como conquistar outro homem?! Pois é, Mike chega esbanjando auto confiança e vai logo afirmando: Confie em mim, todos os caras são safados. Se quiser que funcione, você terá que fazer exatamente o que digo:

1ª regra: NUNCA SE MOSTRE MUITO INTERESSADA.

2ª regra: No convite para o primeiro encontro, deixe-o esperando pela resposta por um tempinho e quando responder, diga que infelizmente já tem compromisso. Faça-o achar que você tem outro encontro marcado.

3ª regra: Ria quando ele tentar ser engraçado, mesmo que não tenha graça.

4ª regra: Nunca fale dos teus problemas, eles nunca estarão interessados em saber.

Deixe que eles sofram. Embora todos nós saibamos que eles odeiam esperar, no início é muito importante. Se ligarem para você, faça com que espere por mais de 30 segundos. Afinal, ninguém espera no telefone por mais de 30 segundos por algo que não quer, mas só faça isso se quiser conquistar o gato.
Se ele errar com você, do tipo... Marcar um encontro e desmarcar porque o time de futebol dele vai jogar naquela noite e ele não pode perder o jogo, perca o telefone dele! Se por acaso, ele resolver voltar atrás e ligar para você remarcando outro encontro, deixe-o esperando no telefone por tua resposta por bem mais que 30 segundos, saia e vá lavar pratos, faça qualquer coisa que a distraia para que não volte atrás e fale com o canalha. Se quando voltares, perceber que ele já está a sua espera por 15 minutos, delete o número do idiota. Um cara que espera no telefone por 15 minutos não tem amor próprio.

Passaram 10 minutos do primeiro encontro, ele só fala dele.... Sobre os negócios, dinheiro, nova sociedade, novos contratos e até agora não fez uma pergunta sobre você. O que você faz? Não faça nada, ele está tentando lhe impressionar, o que significa que você merece ser impressionada.
No primeiro encontro, ele diz que trabalha 80 horas por semana e liga para você na semana seguinte, dizendo que ganhou da empresa para o qual trabalha duas entradas para ir a uma ópera no teatro da cidade. Você deve aceitar? Ele trabalha todas essas horas por semana para convida-la a ir num evento que ele ganhou como “cortesia”? E ainda para piorar, à uma ópera? Por favor, procure um homem de verdade!!
O garoto metido a atleta convida você para uma caminhada de 19 KM, para subida numa cadeia de montanhas. Aceita? Primeiro, passe a sensação de mistério, banque a desinteressada, embora esteja comemorando por dentro. Diga que irá ver o dia que estará disponível e quando for responder, sugira que caminhem pelas redondezas do bairro mesmo. Detalhe: essa caminhada terá de ser curta, não poderá ultrapassar mais de uma hora.
Na tal caminhada pelo bairro, o garoto natureza diz a você que precisa urinar, vai até a árvore mais próxima e urina. O que você faz? Pense bem: se ele não tem medo de urinar no meio da rua, ele deve ter um pinto enorme. Continue caminhando e veja até onde isso vai dar.
O garoto natureza leva você para tomar um café MICROBIÓTICO e antes de olhar o cardápio, pede um café sem cafeína (que contraditório) com leite de soja. O que você faz? Deixe-o pedir, oras. Que diferença faz leite desse tipo ou de outro. Ele está sendo homem, deixe que ele seja.
Se por acaso quando ele te levar a esse café favorito, a garçonete se aproximar intimamente do garoto natureza e ele te explicar que tem um “relacionamento aberto”, por favor, PERCA O TELEFONE DELE. Recuse educadamente qualquer convite que possa vir posteriormente, há carne de soja demais nesse “buffet”.
Se por ventura o garoto da caminhada aparecer na sua casa com a desculpa que estava andando pelo bairro, fique alerta: ELE ESTÁ DESESPERADO. Você não quer problemas, quer? Parta para o próximo.
O interesse agora é por aquele colega de trabalho que vive cercado de livros, de dicionários e cd’s... Vamos lá, o cara pode ser um “nerd”, mas ainda sim é um homem. Deixe-o fazer o convite, nada de ansiedade.
Passaram-se 3 dias e o cara perfeito ainda não respondeu. O que você faz? Você é uma mulher de sorte, ele parecia ser muito bobo mesmo. Se você não faz parte do radar dele hoje, esquece!
Você resolveu dar chance ao atleta bonitão da academia, o tipo musculoso, barriga de tanquinho. Ele liga para você convidando-a para um barzinho freqüentado por atletas que treinam com ele. Na hora do pedido, ele larga o cartão de platina para o garçom, deixando a bebida liberada. Velho truque do “mete a mão na carteira dele”, mantenha-se a 1 KM de distância.
Faça assim: ele se embriaga e você continua sóbria. Os caras gostam de garotas controladas na bebida.
Se depois desse encontro ele resolver ligar, deixe que a secretária eletrônica se encarregue de atendê-lo e gravar qualquer recado que possa deixar.
Lição final e a mais importante de todas:
OS HOMENS SÃO MUITO SIMPLES. ELES QUEREM AQUILO QUE NÃO PODEM TER, FAÇA-O LUTAR PELO QUE DESEJA.
Dadas as lições, seja uma boa aluna!

Síndrome de Peter Pan



Há quem diga que o livro Peter Pan, escrito por J. M. Barrie, foi inspirado na perda de seu irmão David, que faleceu num acidente ocorrido quando patinava no gelo. Segundo alguns artigos, a mãe de Barrie nunca se recuperou pela perda do filho mais velho, que falecera contando com apenas 13 anos de idade.
David, devido ter morrido ainda tão jovem, seria um eterno menino.
Na obra, Peter de fato, não queria crescer, pois continuaria vivendo suas aventuras num mundo totalmente mágico: A terra do nunca.
Com base nas históricas de Peter Pan, a psicologia estuda uma provável Síndrome (Conjunto de sintomas que possuem origens distintas e caracterizam um adoecimento específico).
A síndrome de Peter Pan, também conhecida como “Síndrome do homem que nunca cresce”, se caracteriza pela rejeição ao envelhecimento, entre outros. Porém, se você apresenta este sintoma, fique tranquilo. A síndrome de Peter Pan não tem comprovações científicas de que se trata de uma doença psicológica real. Ou seja, não é reconhecida como transtorno mental. (eu sei que houve suspiros de alívio agora...).

Na minha concepção, é totalmente compreensivo que chegando certa fase do desenvolvimento humano, queira se parar de crescer e dizer pra si mesmo: chega, pode parar porque aí já está bom.
A magia e as aventuras dão lugar às responsabilidades, que só aumentam. E com isso, as cobranças surgem de toda parte. De repente, você não pode mais chorar e gritar por sua mãe. Não se pode mais, pedir ao médico que lhe prescreva antibiótico ao invés de bezetacil, porque aquela injeção desgraçada dói demais.
Do nada, acabam as mesadas e você é o responsável por suas contas (quer saber, nunca tive mesada).
Agora, é hora de administrar tuas contas e ficar atento se vencem de acordo com o dia em que você recebe, se a compra que fizeste cabe ou não, dentro do teu orçamento. Que difícil! Não sei, mas tenho a impressão de que os cálculos se equivocam continuamente...
Como num piscar de olhos o ensino médio chega ao final, você se forma e todo mundo te pergunta: o que vais cursar?
Ah, como é bom quando se aprende a sonhar desde cedo, “o que você vai ser quando crescer?”.
Quando somos crianças tudo é mais fácil. Hoje se quer ser médico, amanhã ser professor... Mas quando a idade chega o sonho não fala por si só. Agora, ele vem acompanhado de campo de trabalho, salário que a profissão atribui e a maldita concorrência.
Então, escolhe-se pelo que consideramos ser mais lucrativo. Afinal, poucos são os que podem se dar ao luxo de estudar o curso esse ou aquele, só porque está na moda.
O curso chega ao fim, não se pode mais usar a desculpa de que és estudante ou estagiário quando erra feio em algo que foi atribuído a você. E nem pensar em declinar competência, agora és um profissional formado.
Quando se está estudando, há estágios por toda parte, se “pula de galho em galho”, se “vira” como se pode.
Fim de meta, cobranças maiores. Vais trabalhar com quem? Onde? Com o que?
Tantos anos estudando, tanto dinheiro aplicado, tantos dias sem dormir, tanta sola de sapato... Faça chuva, faça sol... E você ali, firme e forte. A espera do “fim”. O final chega, conclui-se: é apenas o começo.
É evidente que todos nós temos medo de fracassar. Seja em relacionamento, seja profissionalmente... Em qualquer área da vida, o medo de todo ser humano, sujeito a falhas, é o mesmo: MEDO DO FRACASSO.
Tive o imenso prazer de conhecer um Juiz de direito que prestou concurso seis vezes e reprovou, apenas na sétima tentativa, tornou seu sonho em realidade. Apenas na sétima tentativa...
A vida está convidando para que vivamos, mas para isso, não se pode de forma alguma, deixar de correr riscos por medo de não lograr êxito. Afinal, pior do que arriscar-se e falhar, é ser masoquista a ponto de ficar a vida inteira se torturando, pensando o que teria sido, se tivesse tentado.
Se as oportunidades surgem, temos mais é que aproveitar. É melhor do que se manter inerte e com isso deixar a vida passar em branco.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

ESTAGIÁRIO DE DIREITO sofre... Ah, sofre!


Veja só, há regras que precisam ser respeitadas, regras bem simples por sinal. É preciso que saibamos viver em sociedade, se não estás disposto, procure uma caverna imediatamente!
No mundo das secretárias e estagiários em geral (do direito então, nossa!), também existe horários e limites.
Tem clientes que amam chegar ao meio dia quando se está na porta saindo para almoçar e para piorar, aqueles que chegam 15 minutos faltando para as 18 horas, quando estamos desesperados para ir embora.
Pense bem, nosso dia tem 24 horas, diminuindo às 08 do estágio, sobram 16, menos 05 que passamos na faculdade, são 11. Diminua o horário que ficamos no ônibus pra cima e pra baixo, as horas que ficamos nas filas de bancos, lotéricas e xérox, sim porque estagiário também é office boy! Quanto tempo sobra? Afee!
Não é porque ainda não somos formados, que se pode chegar a qualquer momento querendo que funcionemos como relógio! Afinal, até mesmo o relógio necessita recarregar suas pilhas.
Estagiários de direito não são advogados, então, não fique fazendo perguntas incessantes. Isso entonta qualquer ser humano!
Quando quiseres saber sobre aposentaria, pensão, em geral, sobre o mundo previdenciário, já vou avisando: direito previdenciário é igual à mulher, ninguém entende! Então, não força a “cuca” broto.
Se não sabem, estagiários tem horários de lazer, de refeição e até mesmo momento família. Então, nada de esperar aquele almoço de domingo para resolver o problema da colega da tia Cotinha ou da sogra da Mariquinha. Se elas quiserem, que consultem um profissional.
Quando fores a um escritório de advocacia, não fique caminhando em frente à mesa do estagiário ou da secretária, isso não fará com que o advogado te chame mais rápido. Horário é horário, espere pelo seu.
Importante: se foi dado entrada na sua ação hoje, não adianta ligar três vezes ao dia, nem perturbar perguntando o motivo da demora. Depende do fórum, do juiz, do raio que o parta e não de nós.
Se fizestes 05 filhos com cara pobre que não tem dinheiro nem para pagar pensão, nós estagiários não temos culpa, não temos... E não somos detetives. Então, é muito bom que seja informado o endereço para achar o crápula, senão, fica complicado.
Senhor cliente, não adianta chorar e dizer que tentou se matar 03 vezes porque sua ação não ta andando rápido o suficiente e estás te incomodando por culpa disso. Se tentou se matar todas essas vezes e não conseguistes, a incompetência é toda sua e não do estagiário.
Vida de estagiário é vida difícil, sempre tem um tio que espera você chegar de viagem e dizer: essa é a futura advogada da família. O povo que gosta de garantir atendimento gratuito. Igual família, não tem.
Como se não bastasse, sempre tem um engraçadinho que pergunta “você faz direito?” Com aquele duplo sentido, que piada idiota!
Estagiário só tem férias escolares, mas o estágio persiste eternamente. Não temos folga, a não ser o tal recesso forense, que para ser bem sincero, não passa de feriado de natal e ano novo.
É claro que chegaria o momento de falar do circuito interno do estágio, mas como nunca se sabe quem irá ler o blog, melhor deixar pra lá. Afinal, vaga de estágio não se encontra muito por aí, já estagiários a procura, tem aos montes!
Sem mais delongas, resta comprovado diante de todos os fatos acima, que vida de estagiário, por si só, já é bem complicada. Faça o favor, não amole!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

VESPERTINOS DO SONO





Sempre estudei no período da tarde. Até que um dia minha mãe teve a idéia de me transferir para o matutino, achando que eu deveria me acostumar a acordar cedo.
Na primeira semana, cheguei atrasada todos os dias. Era como se não ouvisse o despertador tocar (na verdade, eu não queria ouvir aquele som irritante), o sono da manhã parece sempre mais gostoso... Ainda mais no inverno.
Reclamei bastante, achando que minha mãe ouviria e permitiria que eu voltasse a estudar à tarde, mas só a ouvia dizer que logo me acostumaria a acordar cedo e não ia querer saber de outra coisa (doce ilusão, mamãe).
Anos se passaram e nada do tal “costume” chegar. Achei que tinha algo errado comigo, afinal, acordar cedo sempre foi um grande sacrifício.
Até os dias de hoje, quando chega o fim de semana, a alegria é gritante, mas ao entardecer do dia de domingo, vem àquela depressão: “Amanhã é dia de acordar cedo de novo”.
Quando estava crente que tinha algo errado comigo, vieram as palavras mais doces de um médico que respondia uma entrevista na TV: “existem pessoas que preferem a noite ao dia e elas são o que chamamos de VESPERTINOS DO SONO”.
Caramba! Há uma salvação pra mim! Há uma explicação científica que me chama de algo além de preguiçosa, SOU VESPERTINA DO SONO!
Mas “péra” aí, isso é uma doença? Predisposição genética? Ai... ai... ai... Até que o meu herói do dia continuou...
Explicava o médico, que poucos são selecionados a subverter a ordem biológica que regula o ser humano. Segundo ele, cerca de 10% da população é formada por seres vespertinos.
Para me deixar ainda mais feliz, ele afirmou que os GAÚCHOS, como vivem dias mais curtos, dormem e acordam mais tarde. Oh, céus! Mais um item que vinha para somar em meu favor. A conclusão é clara e há dois pontos que explicam o fato de que sou um ser Notívago = pessoa que gosta da noite, prefere ela ao dia. Ou seja, não tenho culpa se minha ordem biológica se inverte dos outros 90% da população e ser gaúcha natural de Porto Alegre, tchê!
E quer saber, somos nós, os vespertinos do sono que movimentamos boa parte da economia do País. Afinal, no mundo contemporâneo cresce absurdamente os serviços mais conhecidos como “24 horas”. O que necessita com que enquanto 90% da população dormem os outros 10% (os vespertinos do sono), atendam a necessidade dos que não dormem. Isso não é fantástico?
Bom, infelizmente não é assim. Nem todos que ficam acordados a noite se tratam de vespertinos do sono. Muitos ficam acordados por não ter opção mesmo, da mesma forma que eu acordo cedo por não ter alternativa que se enquadre a minha subversão do sono.
O mundo não muda por causa da minoria, e nós, vespertinos do sono, temos que nos adaptar e nos submeter ao “tic-tac” do relógio.
Há aproximadamente 05 anos trabalho num escritório que me faz despertar bem cedinho todos os dias. Confesso que ainda não me acostumei com isso e talvez, nunca me acostume. Com isso, só me resta desejar boa sorte aos demais subvertidos como eu!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

BATER PARA EDUCAR?



Lá em casa não se pode reclamar dos estudos. A matriarca da família, dona Denilde Luiza Machado Paes, de 73 anos não aceita ouvir reclamações. A vó Ziza, como chamamos, sempre conta que em nossos dias é muito melhor estudar. É mais fácil, há mais recursos, tem até cadernos e lápis coloridos!! E o melhor de tudo: não se apanha dos educadores quando erra a resposta.

Minha avó estudou até a quarta série do ensino fundamental, mas lembra com orgulho de que o algarismo romano X, equivale ao número cardinal 10. Porém, conta sempre também das dificuldades para aprender, da distância que tinham que percorrer para chegar à escola e que se não tivesse comida pra levar, passava fome.
O que mais marca nessa história, é quando ela conta que se a resposta fosse errada, a professora batia com uma régua de madeira nas mãos dos alunos. Se fosse apenas uma “reguada” nas mãos, não era nada. Pior era ficar de castigo e passar vergonha na frente dos demais colegas.

Com o tempo, vieram professoras amáveis, que apesar de terem o poder de impor a forma repressora de ensinar, optaram por ministrar com carinho seu conhecimento e transmitir com sabedoria à turma de minha avó. Mulheres estas, que ela recorda com muita saudade e admiração até hoje: sra. Adete Paladini e sra. Rosa Mazucco, que fizeram com que minha avó e seus colegas de escola, jamais esquecessem a arte da leitura e da escrita.

Em dias atuais, são diversas as modalidades de violência contra crianças e adolescentes. A violência física é a mais noticiada, ocupando índice absurdo.
A fim de garantir os direitos fundamentais, dentre eles o de vida e saúde, a lei de n° 8.069 decretada e sancionada em de 13 de Julho do ano de 1990, dispõe sobre o ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE, que traz em seu art. 13, uma das regras básicas para o combate a violência infantil:

“Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos, contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem prejuízo de outras providências legais.”

Dados fornecidos junto ao conselho tutelar do município de Criciúma, representado pela conselheira sra. Neuza Maria de Medeiros, são preocupantes.
Cerca de 90% das denúncias recebidas no conselho do município são de violência doméstica contra crianças e adolescentes. Na maioria dos casos, o autor de tal brutalidade é o padrasto, a mãe ou o irmão do menor.
Os bairros Renascer, Manaus e Tereza Cristina são os que mais apresentam denuncias.
Segundo a conselheira, o fato de os bairros acima citados apresentarem maior índice de violência contra crianças, não se dá ao fator financeiro, pois há bairros mais pobres na região que não apresentam casos de maus tratos.
Explica ela, que a dependência de drogas e álcool, sempre está envolvida nos casos de agressão. O que tem gerado destruição nas famílias e conseqüências irreparáveis às vítimas que são apenas, crianças indefesas.
As alegações das agressoras mães, de que batem para educar, é totalmente descabida. O que se tem visto não se trata de “leves palmadas” e sim, marcas e hematomas que provam os atos de espancamento e tamanha crueldade sofrida por menores.

Em criciúma, o conselho tutelar dispõe de 05 conselheiros para atender a população. Diariamente é nomeado um plantonista para socorrer as inúmeras denuncias da região. Infelizmente, parece que o número de conselheiros não é o suficiente. Há dias que um plantonista sozinho chega atender mais de 30 denuncias.
Importante destacar: Não se trata de 30 atendimentos de saúde ou reclamações, e sim, cerca de 30 crianças por dia que sofrem maus tratos.
É importante que casos assim, não sejam omitidos. Crianças em situação de risco merecem cuidados, para que seja possível evitar sérios danos a uma vida que só está começando dar os primeiros passos. Para ajudar no combate a violência infantil, denuncie! Disque 100 – secretaria nacional de combate à exploração e maus tratos infantis.

Conselho tutelar de Criciúma: 48. 3445.8923/ 3445.8922

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Alice no País das Maravilhas – A Saga!

Alice no País das Maravilhas é considerada uma obra clássica da literatura inglesa. Um conto, que marcou a infância de muitos de nós!
Apesar da obra apresentar-se como um conto aparentemente infantil, se trata de literatura surrealista, de difícil interpretação para leitores e espectadores.
Pêra aí, literatura inglesa? Entendi tudo! É por isso que o chapeleiro e a Lebre de Março aparecem sempre tomando chá. O que retrata um costume inglês.
No início do livro, Alice segue o coelho branco que olha diversas vezes para o relógio e caminha com pressa como quem está atrasado.
Curiosa, Alice o segue e o chama, mas o coelho branco entra na toca sem ouvi-la.
Ao se aproximar da toca, Alice, menina muito educada, pergunta: Posso entrar senhor coelho? Acontece que ela se aproxima demais e cai na toca do coelho, dando início a aventura.
Trata-se de uma obra literária, mas como em todo livro que lemos, sempre ficam aquelas interrogações no ar sobre o que o escritor quis expressar afinal, o que o inspirou, em que se baseou, pergunta-se: A saga de Alice é apenas uma história infantil, ou o início dessa aventura representaria algo mais ao autor?
Muitos críticos e psicólogos interpretam a obra como uma descrição da adolescência. E, de tal forma, Alice demonstra-se muito confusa e assustada com suas mudanças de tamanho.
Ao crescer repentinamente, Alice chora tanto, a ponto de inundar o corredor onde está. A tristeza da menina demonstra o quão se sente assustada, até mesmo que não sabe dizer ao certo quem é.

Neste sentido, pode se vislumbrar no capítulo V da obra, quando a personagem conhece a sábia Lagarta. Alice se apresenta e desabafa sobre suas repentinas mudanças e o quão confusa está:

“Quem é você?”, perguntou a Lagarta.
(...) Alice retrucou, bastante timidamente: “Eu — eu não sei muito bem, Senhora, no presente momento — pelo menos eu sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que tenho mudado muitas vezes desde então.
“O que você quer dizer com isso?”, perguntou a Lagarta severamente. “Explique-se!” “Eu não posso explicar-me, eu receio, Senhora”, respondeu Alice, “porque eu não sou eu mesma, vê?”
“Eu não vejo”, retomou a Lagarta.
“Eu receio que não possa colocar isso mais claramente”, Alice replicou bem polidamente, “porque eu mesma não consigo entender, para começo de conversa, e ter tantos tamanhos diferentes em um dia é muito confuso.”

As interrogações de dona Lagarta, que parecem mais questões filosóficas, acabam por irritar Alice. Até que a menina desabafa com dona Lagarta e diz: “é tudo muito estranho pra mim” e ouve um breve conselho: “Você se acostumará com o tempo”.
Após ouvir as palavras da lagarta, Alice continua seu caminho pelo país das maravilhas, até se encontrar com uma pomba que reclama de não ter dormido para cuidar seus ovos dos predadores. Porém, devido à mudança de tamanho da menina, a pomba tenta afasta-la temendo tratar-se de uma serpente.
Alice tenta convencer a pomba de que está enganada, até que a mesma pergunta o que ela é então. Novamente, a personagem parece perdida ao dizer quem é:

“Mas eu não sou uma serpente, já falei!”, insistiu Alice. “Eu sou uma... Eu sou uma...” “Bem! O que é você?”, perguntou a Pomba. “Eu posso ver que você está tentando inventar alguma coisa.” “Eu...eu sou uma menininha”, disse Alice, um pouco em dúvida, pois relembrava o número de mudanças pelas quais tinha passado naquele dia.

Na obra Alice contava apenas com 10 anos de idade e passava por transformações que caracterizam essas mudanças sofridas no início da adolescência.
O conto infantil que nos fez viajar na infância cresce junto com seus espectadores. Em 2010, Alice volta às telas do cinema com seus 17 anos, retorna a aventura ao País das Maravilhas, porém não se lembra da sua última visita há 7 anos.
A crítica subentende: Alice volta ao país das maravilhas com 17 anos, quando está entrando para a fase adulta. Ela é drogada? Sim, só pode ser perturbada e fazer uso de alucinógenos. De fato, já há livros polêmicos que afirmam o isso.
Acontece que Alice cresceu como nós e não nos causaria estranheza se na sua atual fase, estivesse vivendo num mundo sem as maravilhas que quando crianças críamos, mas que agora, retratasse a realidade desse mundo preto e branco.
O jeito é esperar e acompanhar nas telas do cinema. O filme tem previsão de lançamento para o mês de março deste ano. Espero que valha a pena conferir!