terça-feira, 16 de março de 2010

NADA MODERNINHA





O povo é complicado... E depois eu que sou contraditória...
Uns dizem que gostam de café fraco, ou do tipo descafeinado. Mas pra mim, é o mesmo que chá!
Há quem peça água mineral com gás e limão. Não é refrigerante de limão “diet” (compreende-se: sem adição de açúcar)??
Tem quem goste de café gelado e bem doce... Isso não é coca-cola?
Povo contrai matrimônio (casamento) hoje em dia e cada um fica na sua casa, dormem em camas separadas, só se vêem quando quer. Faz o favor, se for para ter vida de solteiro, permaneça solteiro.
Modernos usam o termo “instituição”, não é mais casamento.... hahahaha Tenho que rir!
Seguinte: instituição entende-se o conjunto de regras e normas estabelecidas, para a satisfação de interesses coletivos. Ou seja, não é casamento. Quando há casamento, trata-se de RELACIONAMENTO, não é coletivo, um casal defende o interesse de um só. Para isso, o padre lá todo bonitinho e ensaiado diz “tornem-se uma só carne”, etc e etc. Sacou? =D
O que é teu é teu, o que é meu é meu... Hilário! Moram juntos, adquirem as mesmas despesas. Dá para separar isso?
Dia mais, dia menos, o rei Salomão terá que refazer a cena e pedir para partir a criança no meio e dar metade para cada um dos cônjuges. Quem gritar “não!”, fica com o filho.
Atenção, namoro é namoro e ficar é ficar. Se quiser “ficar” não se ache no direito de pedir satisfações e fazer cobranças depois. Se for para existir cobranças, assuma namoro. Não confunda as coisas, direitos iguais, ok?!
Relacionamento aberto é utopia meu bem. Sempre há omissões relevantes, que se entenda como mentira e informações importantes que ficam em oculto. Ou seja, quando for para falar de relacionamento aberto, pense bem no que você quer e no que está falando. Se aceitares a proposta, sem ceninhas depois. Isso é muito feio, muito feio. (para não dizer ridículo).
Ah, espere aí. Mundo moderno há também a chamada Amizade Colorida. Bom... Amigo é amigo, ficante é ficante e namorado é namorado... Existe amizade depois que você fica com a pessoa? Poderá dizer ao “amigo”, coisas que amigos contam um para o outro? Perdoem essa minha limitada inteligência que delimita muito os temas.
Imagine a receita: adicione um ficar, com amizade colorida, mais relacionamento aberto e estereótipo de namoro às escondidas, famoso “caso“ (sim, porque se não é assumido, é “às escondidas”), colocar tudo num liquidificador, misturar bem. Resultado: Corações estraçalhados, confusos e enrolados.
Bom, para alguns é muito cômodo, também não querem nada além daquilo que já tem. Ocorre que numa relação entre duas pessoas, há sempre um lado que gosta mais. Logo, sofre mais.
Ainda há quem seja amigo das cartas, poesias e serenatas... Aos que brindam com sabor de vinho tinto, que esperam o telefone tocar no dia seguinte ou logo depois da despedida, um simples torpedo perguntando “você chegou bem?”.
Há quem prefira café passado com coador de pano e escolha ovo frito ao invés das modernas omeletes.
Há quem goste da troca de olhares e sorrisos disfarçados... Quem queira conhecer a pessoa em si, e não o status que ela possui.
Ainda existe magia nas flores e nos cartões, no flerte, no querer descobrir um ao outro e nas confissões.
Sim, pode parecer piegas. Mas o fato é: sou piegas e quero ter uma vida piegas também.

"TENHO EM MIM, TODOS OS SONHOS DO MUNDO".
(Fernando Pessoa)
Sonhos...

Sonho é algo que já crescemos o desenvolvendo. Seja nas profissões, seja com quem se quer casar, imaginando o que ao longo da vida se conquistaremos, quais experiências teremos...
Há pessoas que crescem com a verdadeira convicção do que será. Outras chegam aos 30 anos sem saber ainda o que querem da vida.
Há muitos, que são criticados por largarem a família, o lugar onde se cresceu e tudo o que se viveu para trás, para ir à busca do que acredita, na conquista de suas utopias. Esses são julgados, rotulados... Sentem na pele, o preço por muitas vezes, não terem escolhido viver por parâmetros que a sociedade prega.
Outros sonham em viver a vida que seus pais viveram e dar continuidade aos negócios da família. Ser, enfim, o filho do qual o pai se orgulha. Estes tendem a casar cedo, ter filhos e viver com rótulo da perfeição. O exemplo de vida correta e felicidade. E talvez, até seja.
Há quem sonhe em abandonar tudo e conhecer outros países, morar no exterior e lá construir sua vida. E com isso, quem sabe, sustentar sua família no seu país de origem.
Há sonhos feitos dentro de livros, em meio às bibliotecas e arquivos empoeirados... Sonhos de muitos diplomas na parede e muitas obras publicadas... Se paga o preço. Afinal, ser escritor requer renuncias, requer isolamento... E isso, não é nada fácil.
Há poucos, que desistem de ir além por medo de deixar seus amados... Muito poucos. Esses não são melhores, nem piores. Não se trata de pessoas covardes ou mais corajosas. São apenas, pessoas que são apegadas a emoção e deixam de lado a razão.
Disserta forma, não se trata de desistir do sonho e sim, de adiá-lo. Afinal, pode o sonhador morrer, mas jamais o seu sonho. Preço alto, muito alto.
Claro, que há de se observar que em cada escolha, julgando caso a caso, isoladamente, as críticas predominam em todas elas.
Abandonar família? Que crueldade. Adiar sonho por alguém? Covardia. Ah, não... Não fizestes mais que tua obrigação. Viver a vida de seus pais? Mas isso é sonho deles, não os teus.
De um jeito ou de outro, a palavra RECONHECIMENTO não tende a predominar. Infelizmente, a CRÍTICA prevalece na grande maioria das situações.
Há sonhos de passarelas, que requer muita dieta e muitos cuidados... Porém, os holofotes, flash e capas de revista sustentam todos os sacrifícios.
Sonhos de pequenos, sonhos de grandes... Sonhos, sonhos... Apenas sonhos.
O importante é sonhar apenas e simplesmente sonhar. No mais, nada importa.
Apenas quem sonha é capaz de entender e saber o significado da palavra renúncia, dedicação e sacrifícios.
Apenas quem sonha, é capaz de entender um sonhador frustrado e tudo o que passou, para chegar aonde chegou.
Não há quem entenda, não há quem reconheça, não mais que o próprio sonhador.
Apenas o protagonista de sua história, sabe qual a verdade que o mantém de pé. E as críticas, ah... Estas sabem bem ir contra tudo aquilo que sustenta as paredes do teatro da existência do nobre sonhador.