segunda-feira, 15 de março de 2010

Eutanásia, a polêmica da morte sem dor.


Na edição do dia 04 do mês de fevereiro do ano de 2010, o Jornal Nacional da Rede Globo transmitiu um estudo recente de cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e da Universidade de Liège, na Bélgica sobre Pacientes em estado vegetativo.
Com um aparelho de ressonância magnética, o grupo de cientistas estudou os cérebros de 23 pacientes em estado vegetativo.
Segundo os pesquisadores, quatro pacientes responderam aos estímulos, e ao imaginar cada movimento pedido pelos cientistas, diferentes partes do cérebro manifestaram atividades.
Os comandos foram realizados da seguinte forma. O cientista, dizia ao paciente: imagine que está andando por sua casa, imagine que está jogando tênis.
Assim, diferentes áreas do cérebro acionavam. O que podia ser observado através do aparelho de ressonância.
Por meio desse estudo, a medicina descobriu uma forma de se comunicar com pacientes em estado vegetativo. Ou seja, pessoas que não conseguem se mexer, nem falar. Pacientes em estado vegetativo são pessoas que não transmitem expressão alguma. Não piscam os olhos, não sorriem, nem mexem as sobrancelhas. Não podem mover um braço ou uma perna. No entanto, afirmam os pesquisadores que estão conscientes.
A nova pesquisa, reflete em si, uma nova forma de os médicos poderem tratar de seus pacientes. Pois sendo assim, conseguem se comunicar, responder sim ou não aos estímulos dos médicos, de acordo com alternações de sua atividade cerebral.
Segundo a matéria, ainda não é possível identificar se tais pacientes podem voltar ao seu estado normal ou não. No entanto, é prematuro afirmar, se tal descoberta permitirá que descubram a cura para determinados pacientes. Neste sentido, colaciona-se um trecho da matéria, que segue:
“A descoberta não permite dizer se os pacientes em estado vegetativo vão se recuperar ou não. Mas ajuda os médicos a identificarem melhor os problemas no cérebro e auxilia no desenvolvimento de tratamentos mais específicos. Só que o estudo também provoca uma discussão ética enorme. “
Diante dessa grande descoberta, volta a tão POLÊMICA questão da eutanásia. Certamente, pode-se imaginar o sofrimento de um paciente em estado vegetativo, que ciente do que ocorre ao seu redor, ouve familiares decidindo qual o momento da morte que darão ao mesmo, sem que este possa ao menos se expressar ou gritar por socorro.
Talvez, o paciente em estado vegetativo que sente que seus entes queridos querem seu fim, não suporte mais a situação em que está e esteja esperando ansiosamente pelo dia de sua partida. Porém, pode também, que ele esteja esperançoso a voltar ter a vida que antes tinha. Talvez, ele sonhe em acordar, levantar e abraçar seus filhos.
Teríamos nós, poder para traçar a linha de início e fim da vida de uma pessoa? Sem defender aqui, um princípio religioso, pergunto: Estamos brincando de Deus?
Há uma frase, que me chama muita atenção. Numa Ação de Pedido de Aborto de feto Anencéfalo, na sentença o Juiz assim prolatou:
“O HOMEM NASCE PARA MORRER. NÃO CABE A NÓS DIZER A HORA E NEM COMO.”
No Brasil, felizmente a eutanásia ainda não é permitida em lei. No entanto, os estudiosos do mundo penal sabem que é considerado crime pela legislação brasileira, porém, se for cometido no exterior, que assim o permite, não responderá no país de origem. Ou seja, se a eutanásia, que aqui é crime previsto em lei, fora cometido fora do território nacional, mesmo que por brasileiro, este não responderá por crime de homicídio aqui.
As perguntas que ficam são: Quem tem o direito de dizer se quer morrer ou não? Quem tem a certeza de que a ciência interpretará os sinais corretamente?
“É preciso mais estudo para ajudar aqueles que vivem em silêncio.”
É preciso antes de mais nada, que se conheça a fundo o que se está fazendo ou permitindo que façam, para que não gere danos irreparáveis aos pacientes, que são antes de tudo SERES HUMANOS COM NÓS.
Ora, é sabido que o direito a vida é direito fundamental, inerente a todo o ser humano. Enquanto se clonam animais para dar à eles vida, estão matando pessoas, como nós.
Que digam os estudiosos, que afirmem os cientistas que “esse povo cristão”, não passam de fanáticos e lunáticos, mas tem algo que afirmam de acordo com o livro bíblico do Apocalipse, e que tem dia a dia se confirmado: “Nos últimos dias, o amor de muitos esfriará”.
Se é permitido que matem corações que ainda batem, se é dado o poder ao homem escolher quem vive e quem morre, tome muito cuidado e não queira ficar doente. O próximo da lista, pode ser você.



Um comentário:

  1. Acho que só DEUS tem o direito de terminar com a vida de alguém, mas acho que todos devem ter o livre arbitrio pra decidir, penso que ter isso escrito na carteira de identidade,mais ou menos como se faz em relação a doar os orgãos, é uma boa opção.
    Geórgia

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