terça-feira, 4 de maio de 2010

Caminhos...

Já quis ser médica, mas pensei que cuidar da vida dos outros é muita responsabilidade... E se não for pra sair tudo perfeito, então não deveria ser.
Quem sabe eu me especializasse em cardiologia? Mas coração é trem complicado, confuso... Não consigo cuidar e entender nem do meu, que dirá coração alheio?!
Já pensei em ser astro de cinema, mas Hollywood poderia falir por meu drama intenso, suicida... Piegas demais.
Sonhei em ser astronauta e morar perto das estrelas... Só assim poderia literalmente chegar ao topo! Mas se eu estivesse no céu, choveria todas as noites... Logo, o planeta se afogaria!
Quis ser mestre das letras... Lecionar numa grande escola e ter muitos alunos... Mas não consigo entender porque no meio de tantas palavras, teria que escolher as palavras certas... Talvez, as palavras tenham temperamento muito forte, principalmente os verbos! Esses são cascudos... E se eu não usar as palavras corretas, isso possa ferir. Então, se não sei me fazer entender, não me seria possível então, ensinar.
Se meu mundo girasse, seria eu então uma escritora... Assim não teria limites com as palavras e viveria no mundo das letras, mas meus exemplares não venderiam, criariam poeira dentro das bibliotecas e sebos... Tenho alergia ao pó, morreria espirrando e com falta de ar.
Então poderia ser músico, tocaria as mais belas sinfonias e reproduziria as mais lindas melodias... Dos boleros, das valsas, daquelas óperas bem dramáticas, que para fazer soar a nota finda, só tocando com o coração... Não atrairia muito o público, menos ainda, venderia discos.
Decido então, colocar minha mochila nas costas e calçar meu all star já batido... Sair caminhando em trilhas com uma câmera fotográfica na mão. Fotografaria eu, o pôr do sol, que não precisa de palavras, mas a leitura de sua beleza pode ser vista e admirada a olho nu.
Retrataria em minhas obras: o grito, o riso, o choro... O abraço... Sim, pois as mais belas obras de arte estão nas expressões.
Expressionismo, esse que é visto dia a dia... Na face dos seres que nos cercam, na mudança de cada ambiente, de cada lugar...
Expressionismo, da mãe que espera a chegada de seu filho... No sorriso da namorada que encontra seu amor... No olhar da atendente já cansada... Nos olhos do homem galanteador... Simplesmente, expressão humana.
Não importa onde se construa os sonhos, afinal, o título que te deram de advogado, pai, filho, esposa, empregada, não diz o que você é, diz o que você faz.
Que possamos construir enfim, nossos sonhos em cima do que acreditamos e não de títulos, muito menos em cima de pessoas. Pois o tempo passa e descobrimos que os sonhos eram grandes, os títulos são apenas rótulos que te deram, e as pessoas, pequenas demais.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

“Mas também eu procurarei em toda a ocasião que tenhais lembrança destas coisas.”

Não quero ter a inteligência limitadora e gelada daqueles que só acreditam no que os olhos podem ver.
Quero eu, enxergar além da superfície e descobrir a alma de cada ser. Como a inocência de uma criança que acredita fielmente que beijo de mãe cura qualquer ferida, sara toda dor.
Como fez Pedro, quero “acrescentar fé à ciência e a ciência a temperança, e à temperança a paciência e à paciência a piedade. E à piedade o amor fraternal e ao amor fraternal à Caridade”. (II Pedro 1;8 e 9)
Pois se eu for capaz de abrir meus olhos para além do que podem ver, não serei estéril no conhecimento, nem cega espiritualmente.
Se isso me for possível, não me prenderei nem me limitarei ao tempo, e serei enfim, como Moisés que comandou Êxodo no vigor de sua sabedoria, no vigor de seus 80 anos.
Se não me for possível, ver além da carne e das obras de minhas mãos, serei já cega e sem frutos.
Quero, proteger e cuidar dos que amo, assim como a Criança, que acredita que se chamar pelo pai, o monstro que se esconde debaixo da cama vai embora para nunca mais voltar...
Quero eu, acreditar que o arco-íris é a caneta que Deus usa pra escrever no céu, e no final do desenho, existe o pote transbordando ouro.
Talvez, agora seja possível notar que foram necessários aqueles elogios mentirosos de que aquele desenho mais rabiscado era uma bela obra de arte! Quem não precisa de ilusões?
Essa pureza de criança que vê pequenas coisas como imensas!
Que acredita na magia da fada do dente que deixa sempre uma moeda em baixo do travesseiro na troca daquele dentinho que caiu...
Não quero deixar que se apague do paladar, o sabor delicioso do bolo feito pela vovó. E que não se esqueçam meus ouvidos, que a oração dela faz temporal se acalmar, faz qualquer catapora sarar...
Quando se é criança, o chá da vovó cura toda e qualquer dor de barriga. E se você tomar “tudinho”, embora o gosto seja amargo, ganha um doce depois!
Quero fazer parte do povo que busca ardentemente, como uma chama explosiva, dependentes de Deus. Buscar enfim, através da fé, explicações para aquilo que não se pode ver, porque apenas através da fé, se encontra algum sentido.

terça-feira, 16 de março de 2010

NADA MODERNINHA





O povo é complicado... E depois eu que sou contraditória...
Uns dizem que gostam de café fraco, ou do tipo descafeinado. Mas pra mim, é o mesmo que chá!
Há quem peça água mineral com gás e limão. Não é refrigerante de limão “diet” (compreende-se: sem adição de açúcar)??
Tem quem goste de café gelado e bem doce... Isso não é coca-cola?
Povo contrai matrimônio (casamento) hoje em dia e cada um fica na sua casa, dormem em camas separadas, só se vêem quando quer. Faz o favor, se for para ter vida de solteiro, permaneça solteiro.
Modernos usam o termo “instituição”, não é mais casamento.... hahahaha Tenho que rir!
Seguinte: instituição entende-se o conjunto de regras e normas estabelecidas, para a satisfação de interesses coletivos. Ou seja, não é casamento. Quando há casamento, trata-se de RELACIONAMENTO, não é coletivo, um casal defende o interesse de um só. Para isso, o padre lá todo bonitinho e ensaiado diz “tornem-se uma só carne”, etc e etc. Sacou? =D
O que é teu é teu, o que é meu é meu... Hilário! Moram juntos, adquirem as mesmas despesas. Dá para separar isso?
Dia mais, dia menos, o rei Salomão terá que refazer a cena e pedir para partir a criança no meio e dar metade para cada um dos cônjuges. Quem gritar “não!”, fica com o filho.
Atenção, namoro é namoro e ficar é ficar. Se quiser “ficar” não se ache no direito de pedir satisfações e fazer cobranças depois. Se for para existir cobranças, assuma namoro. Não confunda as coisas, direitos iguais, ok?!
Relacionamento aberto é utopia meu bem. Sempre há omissões relevantes, que se entenda como mentira e informações importantes que ficam em oculto. Ou seja, quando for para falar de relacionamento aberto, pense bem no que você quer e no que está falando. Se aceitares a proposta, sem ceninhas depois. Isso é muito feio, muito feio. (para não dizer ridículo).
Ah, espere aí. Mundo moderno há também a chamada Amizade Colorida. Bom... Amigo é amigo, ficante é ficante e namorado é namorado... Existe amizade depois que você fica com a pessoa? Poderá dizer ao “amigo”, coisas que amigos contam um para o outro? Perdoem essa minha limitada inteligência que delimita muito os temas.
Imagine a receita: adicione um ficar, com amizade colorida, mais relacionamento aberto e estereótipo de namoro às escondidas, famoso “caso“ (sim, porque se não é assumido, é “às escondidas”), colocar tudo num liquidificador, misturar bem. Resultado: Corações estraçalhados, confusos e enrolados.
Bom, para alguns é muito cômodo, também não querem nada além daquilo que já tem. Ocorre que numa relação entre duas pessoas, há sempre um lado que gosta mais. Logo, sofre mais.
Ainda há quem seja amigo das cartas, poesias e serenatas... Aos que brindam com sabor de vinho tinto, que esperam o telefone tocar no dia seguinte ou logo depois da despedida, um simples torpedo perguntando “você chegou bem?”.
Há quem prefira café passado com coador de pano e escolha ovo frito ao invés das modernas omeletes.
Há quem goste da troca de olhares e sorrisos disfarçados... Quem queira conhecer a pessoa em si, e não o status que ela possui.
Ainda existe magia nas flores e nos cartões, no flerte, no querer descobrir um ao outro e nas confissões.
Sim, pode parecer piegas. Mas o fato é: sou piegas e quero ter uma vida piegas também.

"TENHO EM MIM, TODOS OS SONHOS DO MUNDO".
(Fernando Pessoa)
Sonhos...

Sonho é algo que já crescemos o desenvolvendo. Seja nas profissões, seja com quem se quer casar, imaginando o que ao longo da vida se conquistaremos, quais experiências teremos...
Há pessoas que crescem com a verdadeira convicção do que será. Outras chegam aos 30 anos sem saber ainda o que querem da vida.
Há muitos, que são criticados por largarem a família, o lugar onde se cresceu e tudo o que se viveu para trás, para ir à busca do que acredita, na conquista de suas utopias. Esses são julgados, rotulados... Sentem na pele, o preço por muitas vezes, não terem escolhido viver por parâmetros que a sociedade prega.
Outros sonham em viver a vida que seus pais viveram e dar continuidade aos negócios da família. Ser, enfim, o filho do qual o pai se orgulha. Estes tendem a casar cedo, ter filhos e viver com rótulo da perfeição. O exemplo de vida correta e felicidade. E talvez, até seja.
Há quem sonhe em abandonar tudo e conhecer outros países, morar no exterior e lá construir sua vida. E com isso, quem sabe, sustentar sua família no seu país de origem.
Há sonhos feitos dentro de livros, em meio às bibliotecas e arquivos empoeirados... Sonhos de muitos diplomas na parede e muitas obras publicadas... Se paga o preço. Afinal, ser escritor requer renuncias, requer isolamento... E isso, não é nada fácil.
Há poucos, que desistem de ir além por medo de deixar seus amados... Muito poucos. Esses não são melhores, nem piores. Não se trata de pessoas covardes ou mais corajosas. São apenas, pessoas que são apegadas a emoção e deixam de lado a razão.
Disserta forma, não se trata de desistir do sonho e sim, de adiá-lo. Afinal, pode o sonhador morrer, mas jamais o seu sonho. Preço alto, muito alto.
Claro, que há de se observar que em cada escolha, julgando caso a caso, isoladamente, as críticas predominam em todas elas.
Abandonar família? Que crueldade. Adiar sonho por alguém? Covardia. Ah, não... Não fizestes mais que tua obrigação. Viver a vida de seus pais? Mas isso é sonho deles, não os teus.
De um jeito ou de outro, a palavra RECONHECIMENTO não tende a predominar. Infelizmente, a CRÍTICA prevalece na grande maioria das situações.
Há sonhos de passarelas, que requer muita dieta e muitos cuidados... Porém, os holofotes, flash e capas de revista sustentam todos os sacrifícios.
Sonhos de pequenos, sonhos de grandes... Sonhos, sonhos... Apenas sonhos.
O importante é sonhar apenas e simplesmente sonhar. No mais, nada importa.
Apenas quem sonha é capaz de entender e saber o significado da palavra renúncia, dedicação e sacrifícios.
Apenas quem sonha, é capaz de entender um sonhador frustrado e tudo o que passou, para chegar aonde chegou.
Não há quem entenda, não há quem reconheça, não mais que o próprio sonhador.
Apenas o protagonista de sua história, sabe qual a verdade que o mantém de pé. E as críticas, ah... Estas sabem bem ir contra tudo aquilo que sustenta as paredes do teatro da existência do nobre sonhador.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Eutanásia, a polêmica da morte sem dor.


Na edição do dia 04 do mês de fevereiro do ano de 2010, o Jornal Nacional da Rede Globo transmitiu um estudo recente de cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e da Universidade de Liège, na Bélgica sobre Pacientes em estado vegetativo.
Com um aparelho de ressonância magnética, o grupo de cientistas estudou os cérebros de 23 pacientes em estado vegetativo.
Segundo os pesquisadores, quatro pacientes responderam aos estímulos, e ao imaginar cada movimento pedido pelos cientistas, diferentes partes do cérebro manifestaram atividades.
Os comandos foram realizados da seguinte forma. O cientista, dizia ao paciente: imagine que está andando por sua casa, imagine que está jogando tênis.
Assim, diferentes áreas do cérebro acionavam. O que podia ser observado através do aparelho de ressonância.
Por meio desse estudo, a medicina descobriu uma forma de se comunicar com pacientes em estado vegetativo. Ou seja, pessoas que não conseguem se mexer, nem falar. Pacientes em estado vegetativo são pessoas que não transmitem expressão alguma. Não piscam os olhos, não sorriem, nem mexem as sobrancelhas. Não podem mover um braço ou uma perna. No entanto, afirmam os pesquisadores que estão conscientes.
A nova pesquisa, reflete em si, uma nova forma de os médicos poderem tratar de seus pacientes. Pois sendo assim, conseguem se comunicar, responder sim ou não aos estímulos dos médicos, de acordo com alternações de sua atividade cerebral.
Segundo a matéria, ainda não é possível identificar se tais pacientes podem voltar ao seu estado normal ou não. No entanto, é prematuro afirmar, se tal descoberta permitirá que descubram a cura para determinados pacientes. Neste sentido, colaciona-se um trecho da matéria, que segue:
“A descoberta não permite dizer se os pacientes em estado vegetativo vão se recuperar ou não. Mas ajuda os médicos a identificarem melhor os problemas no cérebro e auxilia no desenvolvimento de tratamentos mais específicos. Só que o estudo também provoca uma discussão ética enorme. “
Diante dessa grande descoberta, volta a tão POLÊMICA questão da eutanásia. Certamente, pode-se imaginar o sofrimento de um paciente em estado vegetativo, que ciente do que ocorre ao seu redor, ouve familiares decidindo qual o momento da morte que darão ao mesmo, sem que este possa ao menos se expressar ou gritar por socorro.
Talvez, o paciente em estado vegetativo que sente que seus entes queridos querem seu fim, não suporte mais a situação em que está e esteja esperando ansiosamente pelo dia de sua partida. Porém, pode também, que ele esteja esperançoso a voltar ter a vida que antes tinha. Talvez, ele sonhe em acordar, levantar e abraçar seus filhos.
Teríamos nós, poder para traçar a linha de início e fim da vida de uma pessoa? Sem defender aqui, um princípio religioso, pergunto: Estamos brincando de Deus?
Há uma frase, que me chama muita atenção. Numa Ação de Pedido de Aborto de feto Anencéfalo, na sentença o Juiz assim prolatou:
“O HOMEM NASCE PARA MORRER. NÃO CABE A NÓS DIZER A HORA E NEM COMO.”
No Brasil, felizmente a eutanásia ainda não é permitida em lei. No entanto, os estudiosos do mundo penal sabem que é considerado crime pela legislação brasileira, porém, se for cometido no exterior, que assim o permite, não responderá no país de origem. Ou seja, se a eutanásia, que aqui é crime previsto em lei, fora cometido fora do território nacional, mesmo que por brasileiro, este não responderá por crime de homicídio aqui.
As perguntas que ficam são: Quem tem o direito de dizer se quer morrer ou não? Quem tem a certeza de que a ciência interpretará os sinais corretamente?
“É preciso mais estudo para ajudar aqueles que vivem em silêncio.”
É preciso antes de mais nada, que se conheça a fundo o que se está fazendo ou permitindo que façam, para que não gere danos irreparáveis aos pacientes, que são antes de tudo SERES HUMANOS COM NÓS.
Ora, é sabido que o direito a vida é direito fundamental, inerente a todo o ser humano. Enquanto se clonam animais para dar à eles vida, estão matando pessoas, como nós.
Que digam os estudiosos, que afirmem os cientistas que “esse povo cristão”, não passam de fanáticos e lunáticos, mas tem algo que afirmam de acordo com o livro bíblico do Apocalipse, e que tem dia a dia se confirmado: “Nos últimos dias, o amor de muitos esfriará”.
Se é permitido que matem corações que ainda batem, se é dado o poder ao homem escolher quem vive e quem morre, tome muito cuidado e não queira ficar doente. O próximo da lista, pode ser você.



Outono

Dance
Como se ninguém estivesse olhando
Cante num tom mais alto
Até desafinar
Até rir de si mesmo

Tome banho de chuva
Não necessariamente no verão

Ande com os pés descalços
Sinta a grama entre os dedos
Até sentir o cheiro do mato
Até que sinta a terra encruar na pele

Brinque de roda com crianças
Pinte o rosto e ponha uma bola vermelha na ponta do nariz
Raspe o brigadeiro do fundo da panela
Se lambuze

Grite mais alto que o gol
Sinta o sol já findo
Aquecer o rosto com seus leves raios

Deixe o vento bater as janelas
Não segure a porta

Ouça o som do vento espalhando as folhas
Sinta na pele a temperatura serena que chega
Brisa leve que te toca
Abra os braços e a receba com carinho

E se ouve a música
Que ás águas de março fecham o verão
É a chegada de mais um outono
Deixe que as folhas sequem
Deixe-as cair no chão

sábado, 20 de fevereiro de 2010

PARA SEMPRE CINDERELA


E a princesa, moça verdadeira de coração, estava na torre mais alta, do castelo mais alto, a espera de seu príncipe encantado para salva-la.
E eis que surge o bravo guerreiro em seu cavalo branco, derrota o dragão e salva a princesa. Eles se casam e vivem felizes para sempre. “The end”.
É meninas, crescemos ouvindo essas coisas bonitinhas antes de dormir... Que mães as nossas! Será que elas não sofreram decepções amorosas na vida? Por que não ensinam japonês ao invés de alimentar tanta ilusão de perfeição? Ao menos outro idioma enriqueceria. Logo, seria mais proveitoso.
Bom, vamos lá. Está certo, é lindinho quando ouvimos, mas crescemos. Então, hora de acordar. E, claro, não vamos dramatizar tanto.
Acontece que até os dias de hoje, os filmes de romance devem estar brincando com nosso coração. Só pode! Afinal, nos filmes românticos, a menininha dócil, meiga, verdadeira e aparentemente frágil, sempre conquista o cara certinho ou até mesmo, o maior mulherengo do filme se transforma por amor à ela.
Porém, a vida cotidiana nos mostra diferente. O que vemos todos os dias trata-se de uma verdade muito mais cruel.
Dia a dia, vemos as mulheres que são vistas como as “poderosas”, conquistadoras, as que armam, omitem... Aquelas que têm malícia, espírito jogador, levarem todos os prêmios para casa, quando o assunto é se dar bem na arte da conquista.
Na vida nua e crua, o que vemos é as mocinhas boazinhas chorarem, se despedaçarem recorrendo a academias, psicólogos, terapias, esgotando seus cartões de crédito nessas lojas de roupas da alta moda e sapatos do tipo “scarpim”, aqueles de salto agulha bem altos (ultra desconfortáveis). Ou seja, parece que toda tentativa de parecer sexy, sedutora, mais bonita aos olhos do cara que você gosta é válida.
Infelizmente, todas as táticas parecem frustradas. Quando o cara observa que a princesa está na dele, tarde demais. Todo o projeto “tentativa” já se perdeu. Ele já conseguiu o “Oscar” de “conquistador” com você. Então, parte para a próxima conquista e o príncipe vira um tremendo sapo.
No mundo original, “Branca de Neve” fica lá no casebre mesmo, morando com os 7 anões. E olha, essa princesa está em vantagem, pois se hoje em dia uma mulher conseguir 7 homens solteiros, mesmo que anões, está no lucro!
A regra que tende a perpetuar é a madrasta má ficar com o príncipe da garota e como se não bastasse, com a fama de “a mais bela de todas”. (como o espelho mágico respondia a madrasta toda vez que questionava).
Bom, quem conhece os contos de fadas e a vida real, sabe do que estou dizendo.
A questão (pode parecer surreal) é, se você armar, vais conseguir o que planeja, mas se você for o que verdadeiramente é, vais trazer o que merece para perto de você.
Jogos podem dar certo para atrair, mas não para fixar. Com a convivência, não há jogo que sustente. Afinal, ninguém pode jogar e simular 24 horas ao dia. Certo?
Outro ponto importante é sabermos se o que queremos atrair para nós é o que realmente merecemos.
Solteiras costumam ouvir de mulheres casadas, que se tem mais é que aproveitar, que casamento é um tédio, que não se tem liberdade, tem que viver sempre no limite, suportando o ronco, os amigos escalados e o futebol nos domingos. Quando nas quartas-feiras também.
Se casamento é tão ruim, por que há tanta gente casando? Ainda mais, quem já se separou, por que então, casar novamente?
Mulheres que reclamam dos maridos que perdoem, mas estão com quem merecem estar. Afinal, a vida é feita de escolhas e temos o pleno direito de querer e poder escolher a pessoa certa para estar ao lado.
Quando lutamos, é porque temos convicção do que queremos ter.
Quando o cara por quem você espera há muito tempo, resolver marcar algo com você, melhor pensar no mínimo uma semana para saber se realmente vale a pena. Se depois de toda essa espera, não acontecer, não valeria nada. Esteja certa disso.
Nossos valores não podem ser mudados em razão de um idiota que mal sabe sua história, do que você acredita ou deixa de acreditar. Se há uma verdade que te sustenta, até que não seja provado que você está errada, não mude. Não mude!
Quem conheceu você e se interessou a ponto de se aproximar, é porque viu algo. E para manter o interesse do primeiro olhar, permaneça com a mesma essência.
Quando somos verdadeiras com nós mesmas, acabamos sendo com quem nos cerca. E claro, atraindo pessoas com o mesmo caráter. Não seja diferente disso, afinal, ninguém gosta de ser logrado.
Quando amamos de verdade, deixamos que, quem nos rodeia se sinta bem ao nosso lado. Se permanecerem perto de você, é por se sentirem bem por estar com quem és e não por quem parece ser.
A vida nos transforma desde o momento em que somos concebidos no ventre de nossa mãe e ao nascermos, o mundo trata de continuar essa transformação diariamente. Se com a carga de aprendizados e experiências que trazemos de nossa história, fomos lapidados o suficiente para sermos claros como cristais, não é quem não sabe reconhecer isso, que fará com que negues tua vida e o que você acredita.
É necessário que nossos valores sejam respeitados, porque apenas quem se valoriza, adquire respeito suficiente.
Antes de qualquer coisa, jamais esqueça quem você é, e o que passou para ser. Respeite-se, por poder chegar aonde chegou e a vida trará quem você merece.
Queira sentir, queira tocar, queira amar, queira intensamente apenas, SER.