segunda-feira, 15 de março de 2010

Eutanásia, a polêmica da morte sem dor.


Na edição do dia 04 do mês de fevereiro do ano de 2010, o Jornal Nacional da Rede Globo transmitiu um estudo recente de cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e da Universidade de Liège, na Bélgica sobre Pacientes em estado vegetativo.
Com um aparelho de ressonância magnética, o grupo de cientistas estudou os cérebros de 23 pacientes em estado vegetativo.
Segundo os pesquisadores, quatro pacientes responderam aos estímulos, e ao imaginar cada movimento pedido pelos cientistas, diferentes partes do cérebro manifestaram atividades.
Os comandos foram realizados da seguinte forma. O cientista, dizia ao paciente: imagine que está andando por sua casa, imagine que está jogando tênis.
Assim, diferentes áreas do cérebro acionavam. O que podia ser observado através do aparelho de ressonância.
Por meio desse estudo, a medicina descobriu uma forma de se comunicar com pacientes em estado vegetativo. Ou seja, pessoas que não conseguem se mexer, nem falar. Pacientes em estado vegetativo são pessoas que não transmitem expressão alguma. Não piscam os olhos, não sorriem, nem mexem as sobrancelhas. Não podem mover um braço ou uma perna. No entanto, afirmam os pesquisadores que estão conscientes.
A nova pesquisa, reflete em si, uma nova forma de os médicos poderem tratar de seus pacientes. Pois sendo assim, conseguem se comunicar, responder sim ou não aos estímulos dos médicos, de acordo com alternações de sua atividade cerebral.
Segundo a matéria, ainda não é possível identificar se tais pacientes podem voltar ao seu estado normal ou não. No entanto, é prematuro afirmar, se tal descoberta permitirá que descubram a cura para determinados pacientes. Neste sentido, colaciona-se um trecho da matéria, que segue:
“A descoberta não permite dizer se os pacientes em estado vegetativo vão se recuperar ou não. Mas ajuda os médicos a identificarem melhor os problemas no cérebro e auxilia no desenvolvimento de tratamentos mais específicos. Só que o estudo também provoca uma discussão ética enorme. “
Diante dessa grande descoberta, volta a tão POLÊMICA questão da eutanásia. Certamente, pode-se imaginar o sofrimento de um paciente em estado vegetativo, que ciente do que ocorre ao seu redor, ouve familiares decidindo qual o momento da morte que darão ao mesmo, sem que este possa ao menos se expressar ou gritar por socorro.
Talvez, o paciente em estado vegetativo que sente que seus entes queridos querem seu fim, não suporte mais a situação em que está e esteja esperando ansiosamente pelo dia de sua partida. Porém, pode também, que ele esteja esperançoso a voltar ter a vida que antes tinha. Talvez, ele sonhe em acordar, levantar e abraçar seus filhos.
Teríamos nós, poder para traçar a linha de início e fim da vida de uma pessoa? Sem defender aqui, um princípio religioso, pergunto: Estamos brincando de Deus?
Há uma frase, que me chama muita atenção. Numa Ação de Pedido de Aborto de feto Anencéfalo, na sentença o Juiz assim prolatou:
“O HOMEM NASCE PARA MORRER. NÃO CABE A NÓS DIZER A HORA E NEM COMO.”
No Brasil, felizmente a eutanásia ainda não é permitida em lei. No entanto, os estudiosos do mundo penal sabem que é considerado crime pela legislação brasileira, porém, se for cometido no exterior, que assim o permite, não responderá no país de origem. Ou seja, se a eutanásia, que aqui é crime previsto em lei, fora cometido fora do território nacional, mesmo que por brasileiro, este não responderá por crime de homicídio aqui.
As perguntas que ficam são: Quem tem o direito de dizer se quer morrer ou não? Quem tem a certeza de que a ciência interpretará os sinais corretamente?
“É preciso mais estudo para ajudar aqueles que vivem em silêncio.”
É preciso antes de mais nada, que se conheça a fundo o que se está fazendo ou permitindo que façam, para que não gere danos irreparáveis aos pacientes, que são antes de tudo SERES HUMANOS COM NÓS.
Ora, é sabido que o direito a vida é direito fundamental, inerente a todo o ser humano. Enquanto se clonam animais para dar à eles vida, estão matando pessoas, como nós.
Que digam os estudiosos, que afirmem os cientistas que “esse povo cristão”, não passam de fanáticos e lunáticos, mas tem algo que afirmam de acordo com o livro bíblico do Apocalipse, e que tem dia a dia se confirmado: “Nos últimos dias, o amor de muitos esfriará”.
Se é permitido que matem corações que ainda batem, se é dado o poder ao homem escolher quem vive e quem morre, tome muito cuidado e não queira ficar doente. O próximo da lista, pode ser você.



Outono

Dance
Como se ninguém estivesse olhando
Cante num tom mais alto
Até desafinar
Até rir de si mesmo

Tome banho de chuva
Não necessariamente no verão

Ande com os pés descalços
Sinta a grama entre os dedos
Até sentir o cheiro do mato
Até que sinta a terra encruar na pele

Brinque de roda com crianças
Pinte o rosto e ponha uma bola vermelha na ponta do nariz
Raspe o brigadeiro do fundo da panela
Se lambuze

Grite mais alto que o gol
Sinta o sol já findo
Aquecer o rosto com seus leves raios

Deixe o vento bater as janelas
Não segure a porta

Ouça o som do vento espalhando as folhas
Sinta na pele a temperatura serena que chega
Brisa leve que te toca
Abra os braços e a receba com carinho

E se ouve a música
Que ás águas de março fecham o verão
É a chegada de mais um outono
Deixe que as folhas sequem
Deixe-as cair no chão

sábado, 20 de fevereiro de 2010

PARA SEMPRE CINDERELA


E a princesa, moça verdadeira de coração, estava na torre mais alta, do castelo mais alto, a espera de seu príncipe encantado para salva-la.
E eis que surge o bravo guerreiro em seu cavalo branco, derrota o dragão e salva a princesa. Eles se casam e vivem felizes para sempre. “The end”.
É meninas, crescemos ouvindo essas coisas bonitinhas antes de dormir... Que mães as nossas! Será que elas não sofreram decepções amorosas na vida? Por que não ensinam japonês ao invés de alimentar tanta ilusão de perfeição? Ao menos outro idioma enriqueceria. Logo, seria mais proveitoso.
Bom, vamos lá. Está certo, é lindinho quando ouvimos, mas crescemos. Então, hora de acordar. E, claro, não vamos dramatizar tanto.
Acontece que até os dias de hoje, os filmes de romance devem estar brincando com nosso coração. Só pode! Afinal, nos filmes românticos, a menininha dócil, meiga, verdadeira e aparentemente frágil, sempre conquista o cara certinho ou até mesmo, o maior mulherengo do filme se transforma por amor à ela.
Porém, a vida cotidiana nos mostra diferente. O que vemos todos os dias trata-se de uma verdade muito mais cruel.
Dia a dia, vemos as mulheres que são vistas como as “poderosas”, conquistadoras, as que armam, omitem... Aquelas que têm malícia, espírito jogador, levarem todos os prêmios para casa, quando o assunto é se dar bem na arte da conquista.
Na vida nua e crua, o que vemos é as mocinhas boazinhas chorarem, se despedaçarem recorrendo a academias, psicólogos, terapias, esgotando seus cartões de crédito nessas lojas de roupas da alta moda e sapatos do tipo “scarpim”, aqueles de salto agulha bem altos (ultra desconfortáveis). Ou seja, parece que toda tentativa de parecer sexy, sedutora, mais bonita aos olhos do cara que você gosta é válida.
Infelizmente, todas as táticas parecem frustradas. Quando o cara observa que a princesa está na dele, tarde demais. Todo o projeto “tentativa” já se perdeu. Ele já conseguiu o “Oscar” de “conquistador” com você. Então, parte para a próxima conquista e o príncipe vira um tremendo sapo.
No mundo original, “Branca de Neve” fica lá no casebre mesmo, morando com os 7 anões. E olha, essa princesa está em vantagem, pois se hoje em dia uma mulher conseguir 7 homens solteiros, mesmo que anões, está no lucro!
A regra que tende a perpetuar é a madrasta má ficar com o príncipe da garota e como se não bastasse, com a fama de “a mais bela de todas”. (como o espelho mágico respondia a madrasta toda vez que questionava).
Bom, quem conhece os contos de fadas e a vida real, sabe do que estou dizendo.
A questão (pode parecer surreal) é, se você armar, vais conseguir o que planeja, mas se você for o que verdadeiramente é, vais trazer o que merece para perto de você.
Jogos podem dar certo para atrair, mas não para fixar. Com a convivência, não há jogo que sustente. Afinal, ninguém pode jogar e simular 24 horas ao dia. Certo?
Outro ponto importante é sabermos se o que queremos atrair para nós é o que realmente merecemos.
Solteiras costumam ouvir de mulheres casadas, que se tem mais é que aproveitar, que casamento é um tédio, que não se tem liberdade, tem que viver sempre no limite, suportando o ronco, os amigos escalados e o futebol nos domingos. Quando nas quartas-feiras também.
Se casamento é tão ruim, por que há tanta gente casando? Ainda mais, quem já se separou, por que então, casar novamente?
Mulheres que reclamam dos maridos que perdoem, mas estão com quem merecem estar. Afinal, a vida é feita de escolhas e temos o pleno direito de querer e poder escolher a pessoa certa para estar ao lado.
Quando lutamos, é porque temos convicção do que queremos ter.
Quando o cara por quem você espera há muito tempo, resolver marcar algo com você, melhor pensar no mínimo uma semana para saber se realmente vale a pena. Se depois de toda essa espera, não acontecer, não valeria nada. Esteja certa disso.
Nossos valores não podem ser mudados em razão de um idiota que mal sabe sua história, do que você acredita ou deixa de acreditar. Se há uma verdade que te sustenta, até que não seja provado que você está errada, não mude. Não mude!
Quem conheceu você e se interessou a ponto de se aproximar, é porque viu algo. E para manter o interesse do primeiro olhar, permaneça com a mesma essência.
Quando somos verdadeiras com nós mesmas, acabamos sendo com quem nos cerca. E claro, atraindo pessoas com o mesmo caráter. Não seja diferente disso, afinal, ninguém gosta de ser logrado.
Quando amamos de verdade, deixamos que, quem nos rodeia se sinta bem ao nosso lado. Se permanecerem perto de você, é por se sentirem bem por estar com quem és e não por quem parece ser.
A vida nos transforma desde o momento em que somos concebidos no ventre de nossa mãe e ao nascermos, o mundo trata de continuar essa transformação diariamente. Se com a carga de aprendizados e experiências que trazemos de nossa história, fomos lapidados o suficiente para sermos claros como cristais, não é quem não sabe reconhecer isso, que fará com que negues tua vida e o que você acredita.
É necessário que nossos valores sejam respeitados, porque apenas quem se valoriza, adquire respeito suficiente.
Antes de qualquer coisa, jamais esqueça quem você é, e o que passou para ser. Respeite-se, por poder chegar aonde chegou e a vida trará quem você merece.
Queira sentir, queira tocar, queira amar, queira intensamente apenas, SER.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A VERDADE NUA E CRUA

Uma comédia romântica que trava uma batalha ferrenha entre os sexos, tratando afundo sobre relacionamentos, o filme a verdade nua e crua arranca boas risadas de qualquer pessoa que assista.
Uma comédia hilária, que conta a história de Mike Chadway, um apresentador de televisão, cujo programa dá nome ao filme em questão. Personagem mulherengo e muito sexy por sinal, que explica como funciona o “universo” masculino.
Mike Chadway faz uma aposta com a produtora de seu programa, Abby, a fim de ensiná-la a conquistar um médico do tipo “perfeito” com toda sua sabedoria machista, em troca de garantir que ambos continuem na emissora.
Quem diria que um homem daria dicas de como conquistar outro homem?! Pois é, Mike chega esbanjando auto confiança e vai logo afirmando: Confie em mim, todos os caras são safados. Se quiser que funcione, você terá que fazer exatamente o que digo:

1ª regra: NUNCA SE MOSTRE MUITO INTERESSADA.

2ª regra: No convite para o primeiro encontro, deixe-o esperando pela resposta por um tempinho e quando responder, diga que infelizmente já tem compromisso. Faça-o achar que você tem outro encontro marcado.

3ª regra: Ria quando ele tentar ser engraçado, mesmo que não tenha graça.

4ª regra: Nunca fale dos teus problemas, eles nunca estarão interessados em saber.

Deixe que eles sofram. Embora todos nós saibamos que eles odeiam esperar, no início é muito importante. Se ligarem para você, faça com que espere por mais de 30 segundos. Afinal, ninguém espera no telefone por mais de 30 segundos por algo que não quer, mas só faça isso se quiser conquistar o gato.
Se ele errar com você, do tipo... Marcar um encontro e desmarcar porque o time de futebol dele vai jogar naquela noite e ele não pode perder o jogo, perca o telefone dele! Se por acaso, ele resolver voltar atrás e ligar para você remarcando outro encontro, deixe-o esperando no telefone por tua resposta por bem mais que 30 segundos, saia e vá lavar pratos, faça qualquer coisa que a distraia para que não volte atrás e fale com o canalha. Se quando voltares, perceber que ele já está a sua espera por 15 minutos, delete o número do idiota. Um cara que espera no telefone por 15 minutos não tem amor próprio.

Passaram 10 minutos do primeiro encontro, ele só fala dele.... Sobre os negócios, dinheiro, nova sociedade, novos contratos e até agora não fez uma pergunta sobre você. O que você faz? Não faça nada, ele está tentando lhe impressionar, o que significa que você merece ser impressionada.
No primeiro encontro, ele diz que trabalha 80 horas por semana e liga para você na semana seguinte, dizendo que ganhou da empresa para o qual trabalha duas entradas para ir a uma ópera no teatro da cidade. Você deve aceitar? Ele trabalha todas essas horas por semana para convida-la a ir num evento que ele ganhou como “cortesia”? E ainda para piorar, à uma ópera? Por favor, procure um homem de verdade!!
O garoto metido a atleta convida você para uma caminhada de 19 KM, para subida numa cadeia de montanhas. Aceita? Primeiro, passe a sensação de mistério, banque a desinteressada, embora esteja comemorando por dentro. Diga que irá ver o dia que estará disponível e quando for responder, sugira que caminhem pelas redondezas do bairro mesmo. Detalhe: essa caminhada terá de ser curta, não poderá ultrapassar mais de uma hora.
Na tal caminhada pelo bairro, o garoto natureza diz a você que precisa urinar, vai até a árvore mais próxima e urina. O que você faz? Pense bem: se ele não tem medo de urinar no meio da rua, ele deve ter um pinto enorme. Continue caminhando e veja até onde isso vai dar.
O garoto natureza leva você para tomar um café MICROBIÓTICO e antes de olhar o cardápio, pede um café sem cafeína (que contraditório) com leite de soja. O que você faz? Deixe-o pedir, oras. Que diferença faz leite desse tipo ou de outro. Ele está sendo homem, deixe que ele seja.
Se por acaso quando ele te levar a esse café favorito, a garçonete se aproximar intimamente do garoto natureza e ele te explicar que tem um “relacionamento aberto”, por favor, PERCA O TELEFONE DELE. Recuse educadamente qualquer convite que possa vir posteriormente, há carne de soja demais nesse “buffet”.
Se por ventura o garoto da caminhada aparecer na sua casa com a desculpa que estava andando pelo bairro, fique alerta: ELE ESTÁ DESESPERADO. Você não quer problemas, quer? Parta para o próximo.
O interesse agora é por aquele colega de trabalho que vive cercado de livros, de dicionários e cd’s... Vamos lá, o cara pode ser um “nerd”, mas ainda sim é um homem. Deixe-o fazer o convite, nada de ansiedade.
Passaram-se 3 dias e o cara perfeito ainda não respondeu. O que você faz? Você é uma mulher de sorte, ele parecia ser muito bobo mesmo. Se você não faz parte do radar dele hoje, esquece!
Você resolveu dar chance ao atleta bonitão da academia, o tipo musculoso, barriga de tanquinho. Ele liga para você convidando-a para um barzinho freqüentado por atletas que treinam com ele. Na hora do pedido, ele larga o cartão de platina para o garçom, deixando a bebida liberada. Velho truque do “mete a mão na carteira dele”, mantenha-se a 1 KM de distância.
Faça assim: ele se embriaga e você continua sóbria. Os caras gostam de garotas controladas na bebida.
Se depois desse encontro ele resolver ligar, deixe que a secretária eletrônica se encarregue de atendê-lo e gravar qualquer recado que possa deixar.
Lição final e a mais importante de todas:
OS HOMENS SÃO MUITO SIMPLES. ELES QUEREM AQUILO QUE NÃO PODEM TER, FAÇA-O LUTAR PELO QUE DESEJA.
Dadas as lições, seja uma boa aluna!

Síndrome de Peter Pan



Há quem diga que o livro Peter Pan, escrito por J. M. Barrie, foi inspirado na perda de seu irmão David, que faleceu num acidente ocorrido quando patinava no gelo. Segundo alguns artigos, a mãe de Barrie nunca se recuperou pela perda do filho mais velho, que falecera contando com apenas 13 anos de idade.
David, devido ter morrido ainda tão jovem, seria um eterno menino.
Na obra, Peter de fato, não queria crescer, pois continuaria vivendo suas aventuras num mundo totalmente mágico: A terra do nunca.
Com base nas históricas de Peter Pan, a psicologia estuda uma provável Síndrome (Conjunto de sintomas que possuem origens distintas e caracterizam um adoecimento específico).
A síndrome de Peter Pan, também conhecida como “Síndrome do homem que nunca cresce”, se caracteriza pela rejeição ao envelhecimento, entre outros. Porém, se você apresenta este sintoma, fique tranquilo. A síndrome de Peter Pan não tem comprovações científicas de que se trata de uma doença psicológica real. Ou seja, não é reconhecida como transtorno mental. (eu sei que houve suspiros de alívio agora...).

Na minha concepção, é totalmente compreensivo que chegando certa fase do desenvolvimento humano, queira se parar de crescer e dizer pra si mesmo: chega, pode parar porque aí já está bom.
A magia e as aventuras dão lugar às responsabilidades, que só aumentam. E com isso, as cobranças surgem de toda parte. De repente, você não pode mais chorar e gritar por sua mãe. Não se pode mais, pedir ao médico que lhe prescreva antibiótico ao invés de bezetacil, porque aquela injeção desgraçada dói demais.
Do nada, acabam as mesadas e você é o responsável por suas contas (quer saber, nunca tive mesada).
Agora, é hora de administrar tuas contas e ficar atento se vencem de acordo com o dia em que você recebe, se a compra que fizeste cabe ou não, dentro do teu orçamento. Que difícil! Não sei, mas tenho a impressão de que os cálculos se equivocam continuamente...
Como num piscar de olhos o ensino médio chega ao final, você se forma e todo mundo te pergunta: o que vais cursar?
Ah, como é bom quando se aprende a sonhar desde cedo, “o que você vai ser quando crescer?”.
Quando somos crianças tudo é mais fácil. Hoje se quer ser médico, amanhã ser professor... Mas quando a idade chega o sonho não fala por si só. Agora, ele vem acompanhado de campo de trabalho, salário que a profissão atribui e a maldita concorrência.
Então, escolhe-se pelo que consideramos ser mais lucrativo. Afinal, poucos são os que podem se dar ao luxo de estudar o curso esse ou aquele, só porque está na moda.
O curso chega ao fim, não se pode mais usar a desculpa de que és estudante ou estagiário quando erra feio em algo que foi atribuído a você. E nem pensar em declinar competência, agora és um profissional formado.
Quando se está estudando, há estágios por toda parte, se “pula de galho em galho”, se “vira” como se pode.
Fim de meta, cobranças maiores. Vais trabalhar com quem? Onde? Com o que?
Tantos anos estudando, tanto dinheiro aplicado, tantos dias sem dormir, tanta sola de sapato... Faça chuva, faça sol... E você ali, firme e forte. A espera do “fim”. O final chega, conclui-se: é apenas o começo.
É evidente que todos nós temos medo de fracassar. Seja em relacionamento, seja profissionalmente... Em qualquer área da vida, o medo de todo ser humano, sujeito a falhas, é o mesmo: MEDO DO FRACASSO.
Tive o imenso prazer de conhecer um Juiz de direito que prestou concurso seis vezes e reprovou, apenas na sétima tentativa, tornou seu sonho em realidade. Apenas na sétima tentativa...
A vida está convidando para que vivamos, mas para isso, não se pode de forma alguma, deixar de correr riscos por medo de não lograr êxito. Afinal, pior do que arriscar-se e falhar, é ser masoquista a ponto de ficar a vida inteira se torturando, pensando o que teria sido, se tivesse tentado.
Se as oportunidades surgem, temos mais é que aproveitar. É melhor do que se manter inerte e com isso deixar a vida passar em branco.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

ESTAGIÁRIO DE DIREITO sofre... Ah, sofre!


Veja só, há regras que precisam ser respeitadas, regras bem simples por sinal. É preciso que saibamos viver em sociedade, se não estás disposto, procure uma caverna imediatamente!
No mundo das secretárias e estagiários em geral (do direito então, nossa!), também existe horários e limites.
Tem clientes que amam chegar ao meio dia quando se está na porta saindo para almoçar e para piorar, aqueles que chegam 15 minutos faltando para as 18 horas, quando estamos desesperados para ir embora.
Pense bem, nosso dia tem 24 horas, diminuindo às 08 do estágio, sobram 16, menos 05 que passamos na faculdade, são 11. Diminua o horário que ficamos no ônibus pra cima e pra baixo, as horas que ficamos nas filas de bancos, lotéricas e xérox, sim porque estagiário também é office boy! Quanto tempo sobra? Afee!
Não é porque ainda não somos formados, que se pode chegar a qualquer momento querendo que funcionemos como relógio! Afinal, até mesmo o relógio necessita recarregar suas pilhas.
Estagiários de direito não são advogados, então, não fique fazendo perguntas incessantes. Isso entonta qualquer ser humano!
Quando quiseres saber sobre aposentaria, pensão, em geral, sobre o mundo previdenciário, já vou avisando: direito previdenciário é igual à mulher, ninguém entende! Então, não força a “cuca” broto.
Se não sabem, estagiários tem horários de lazer, de refeição e até mesmo momento família. Então, nada de esperar aquele almoço de domingo para resolver o problema da colega da tia Cotinha ou da sogra da Mariquinha. Se elas quiserem, que consultem um profissional.
Quando fores a um escritório de advocacia, não fique caminhando em frente à mesa do estagiário ou da secretária, isso não fará com que o advogado te chame mais rápido. Horário é horário, espere pelo seu.
Importante: se foi dado entrada na sua ação hoje, não adianta ligar três vezes ao dia, nem perturbar perguntando o motivo da demora. Depende do fórum, do juiz, do raio que o parta e não de nós.
Se fizestes 05 filhos com cara pobre que não tem dinheiro nem para pagar pensão, nós estagiários não temos culpa, não temos... E não somos detetives. Então, é muito bom que seja informado o endereço para achar o crápula, senão, fica complicado.
Senhor cliente, não adianta chorar e dizer que tentou se matar 03 vezes porque sua ação não ta andando rápido o suficiente e estás te incomodando por culpa disso. Se tentou se matar todas essas vezes e não conseguistes, a incompetência é toda sua e não do estagiário.
Vida de estagiário é vida difícil, sempre tem um tio que espera você chegar de viagem e dizer: essa é a futura advogada da família. O povo que gosta de garantir atendimento gratuito. Igual família, não tem.
Como se não bastasse, sempre tem um engraçadinho que pergunta “você faz direito?” Com aquele duplo sentido, que piada idiota!
Estagiário só tem férias escolares, mas o estágio persiste eternamente. Não temos folga, a não ser o tal recesso forense, que para ser bem sincero, não passa de feriado de natal e ano novo.
É claro que chegaria o momento de falar do circuito interno do estágio, mas como nunca se sabe quem irá ler o blog, melhor deixar pra lá. Afinal, vaga de estágio não se encontra muito por aí, já estagiários a procura, tem aos montes!
Sem mais delongas, resta comprovado diante de todos os fatos acima, que vida de estagiário, por si só, já é bem complicada. Faça o favor, não amole!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

VESPERTINOS DO SONO





Sempre estudei no período da tarde. Até que um dia minha mãe teve a idéia de me transferir para o matutino, achando que eu deveria me acostumar a acordar cedo.
Na primeira semana, cheguei atrasada todos os dias. Era como se não ouvisse o despertador tocar (na verdade, eu não queria ouvir aquele som irritante), o sono da manhã parece sempre mais gostoso... Ainda mais no inverno.
Reclamei bastante, achando que minha mãe ouviria e permitiria que eu voltasse a estudar à tarde, mas só a ouvia dizer que logo me acostumaria a acordar cedo e não ia querer saber de outra coisa (doce ilusão, mamãe).
Anos se passaram e nada do tal “costume” chegar. Achei que tinha algo errado comigo, afinal, acordar cedo sempre foi um grande sacrifício.
Até os dias de hoje, quando chega o fim de semana, a alegria é gritante, mas ao entardecer do dia de domingo, vem àquela depressão: “Amanhã é dia de acordar cedo de novo”.
Quando estava crente que tinha algo errado comigo, vieram as palavras mais doces de um médico que respondia uma entrevista na TV: “existem pessoas que preferem a noite ao dia e elas são o que chamamos de VESPERTINOS DO SONO”.
Caramba! Há uma salvação pra mim! Há uma explicação científica que me chama de algo além de preguiçosa, SOU VESPERTINA DO SONO!
Mas “péra” aí, isso é uma doença? Predisposição genética? Ai... ai... ai... Até que o meu herói do dia continuou...
Explicava o médico, que poucos são selecionados a subverter a ordem biológica que regula o ser humano. Segundo ele, cerca de 10% da população é formada por seres vespertinos.
Para me deixar ainda mais feliz, ele afirmou que os GAÚCHOS, como vivem dias mais curtos, dormem e acordam mais tarde. Oh, céus! Mais um item que vinha para somar em meu favor. A conclusão é clara e há dois pontos que explicam o fato de que sou um ser Notívago = pessoa que gosta da noite, prefere ela ao dia. Ou seja, não tenho culpa se minha ordem biológica se inverte dos outros 90% da população e ser gaúcha natural de Porto Alegre, tchê!
E quer saber, somos nós, os vespertinos do sono que movimentamos boa parte da economia do País. Afinal, no mundo contemporâneo cresce absurdamente os serviços mais conhecidos como “24 horas”. O que necessita com que enquanto 90% da população dormem os outros 10% (os vespertinos do sono), atendam a necessidade dos que não dormem. Isso não é fantástico?
Bom, infelizmente não é assim. Nem todos que ficam acordados a noite se tratam de vespertinos do sono. Muitos ficam acordados por não ter opção mesmo, da mesma forma que eu acordo cedo por não ter alternativa que se enquadre a minha subversão do sono.
O mundo não muda por causa da minoria, e nós, vespertinos do sono, temos que nos adaptar e nos submeter ao “tic-tac” do relógio.
Há aproximadamente 05 anos trabalho num escritório que me faz despertar bem cedinho todos os dias. Confesso que ainda não me acostumei com isso e talvez, nunca me acostume. Com isso, só me resta desejar boa sorte aos demais subvertidos como eu!